Clima Quente e Seco exige Ações Imediatas

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Por Amanda Paim

O mês de agosto traz com ele o clima seco e quente em Mato Grosso. A capital, Cuiabá, inclusive, é uma das cidades brasileiras famosas por seu calor extremo. Apelidado de Cuiabrasa, não é incomum a cidade registrar temperaturas acima dos 35ºC em dias comuns. 

Nos últimos 2 anos, a cidade registrou 44,1º C em 2024 e 44, 2º C em 2023. A especialista em clima, Ana Paula Paes, projetou que entre 2030 e 2050 é provável que regiões como o Centro Oeste se tornem inabitáveis.

Por que isso acontece?

O calor intenso em Cuiabá, especialmente na região da baixada, é na verdade uma combinação de fatores naturais e urbanos. Por estar localizada próxima à linha do Equador e em uma área mais baixa em relação ao entorno, isso dificulta a circulação de ventos e favorece o acúmulo de calor na cidade.

Além disso, o desmatamento e a substituição da vegetação por concreto aumentam o efeito conhecido como “ilha de calor”, fazendo com que as temperaturas fiquem ainda mais elevadas.

Consequências ambientais

As altas temperaturas e o tempo seco têm provocado impactos cada vez mais visíveis no meio ambiente, desencadeando efeitos em cadeia que comprometem o equilíbrio natural. 

Poluição do ar:
As altas temperaturas e a seca facilitam a ocorrência de queimadas urbanas e rurais, ocasionando a liberação de poluentes na atmosfera, como material particulado e gases tóxicos, afetando a qualidade do ar e a saúde respiratória da população. 

Crise hídrica:
O calor intenso e a ausência prolongada de chuvas reduzem a umidade do ar e aceleram a evaporação da água, agravando a escassez hídrica e contribuindo para processos de desertificação, principalmente em regiões já vulneráveis à seca.

Desequilíbrio ecológico:
O calor extremo e a escassez de água impactam diretamente a flora e a fauna locais, provocando estresse em plantas e animais, comprometendo ecossistemas e aumentando significativamente o risco de incêndios florestais e a perda de biodiversidade.

Impactos na saúde

Quando a temperatura do ar supera a do corpo humano, que é de cerca de 36,5 graus, o corpo fica sobrecarregado para se manter em equilíbrio.

Sobrecarga cardiovascular e metabólica
O corpo precisa trabalhar mais para manter a temperatura, o que pode causar aceleração dos batimentos, hipertensão, fadiga e queda de energia.

Problemas neurológicos e cognitivos
A redução de oxigênio no cérebro afeta a memória, o aprendizado e o funcionamento dos neurônios, comprometendo o desempenho mental.

Distúrbios do sono e emocionais
O calor afeta o descanso noturno e pode agravar sintomas como irritabilidade, insônia, impulsividade e até depressão.

Sintomas físicos imediatos
Desidratação, tontura, náuseas e vômitos são comuns em situações de estresse térmico e exposição prolongada ao calor.

Dicas para enfrentar o calor e clima seco

  •  Hidrate-se constantemente, e beba pelo menos dois litros de água por dia ou mais, em dias muito quentes ou durante atividades físicas.
  • Mantenha o ar mais úmido em casa com a utilização de umidificadores, toalhas úmidas penduradas ou bacias com água nos ambientes para aliviar o ressecamento do ar.
  • Cuide da alimentação, optando por alimentos leves, como frutas, verduras e legumes, que ajudam na hidratação e no bom funcionamento do organismo.
  • Diminua o consumo de álcool e alimentos muito salgados, esses itens favorecem a desidratação e sobrecarregam o corpo.
  • Evite atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h, pois esse é o período de maior exposição solar e risco de insolação.
  •  Não faça queimadas e evite queimar lixo, folhas secas ou restos de poda. Além de ilegal, isso agrava a poluição do ar e pode causar incêndios.
  • Invista em áreas verdes, plante árvores próximas à sua casa, ajuda a reduzir a temperatura, melhora a qualidade do ar e contribui para o microclima urbano.
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