A criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Cuiabá, que teria como objetivo investigar indícios de direcionamento na licitação do contrato entre a Prefeitura e a empresa CS Mobi, está com sua aprovação ameaçada devido à insuficiência de assinaturas. O requerimento, proposto pelo vereador Tenente Coronel Dias (Cidadania), conseguiu reunir apenas seis dos nove apoios necessários de parlamentares para ser levado à votação em plenário, mostrando a resistência política para reabrir as investigações sobre o caso.
A situação tornou-se mais complicada após dois vereadores, Marcus Brito Jr. (PV) e Daniel Monteiro (Republicanos), que haviam inicialmente apoiado a proposta, retirarem suas assinaturas. Ambos justificaram a reversão como um “equívoco” na hora de endossar o documento, reduzindo ainda mais a base de apoio à investigação. Atualmente, além do proponente, assinam o documento os vereadores Samantha Iris (PL), Dilemário Alencar (União), Dra. Mara (Podemos), Cezinha Nascimento (União) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade).
O interesse pela nova CPI é reforçado pelo prefeito Abilio Brunini (PL), que apresentou provas do suposto direcionamento durante os trabalhos da primeira CPI da CS Mobi, encerrada em 10 de outubro. No entanto, como o foco da comissão anterior era o contrato em si, as evidências não foram incorporadas ao relatório final, criando a necessidade de uma nova investigação específica para apurar essas irregularidades, que agora depende da superação da barreira política na Câmara.












