Sete integrantes de uma organização criminosa foram condenados pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, somando penas que ultrapassam 86 anos de prisão. A sentença é um desdobramento da Operação Antenados, deflagrada pela Polícia Civil, que investigou crimes como organização criminosa, furto mediante fraude eletrônica contra idosos, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, revelaram a atuação do grupo. Os criminosos se aproximavam de idosos alegando ser representantes de um programa governamental fictício que distribuía antenas de televisão para a população de baixa renda.
Durante as visitas, sob a justificativa de realizar um cadastro, os golpistas coletavam fotos de documentos e da biometria facial dos aposentados e pensionistas. Com essas informações, a quadrilha abria contas bancárias falsas em nome das vítimas e, em seguida, contratava empréstimos consignados, com parcelas a serem descontadas diretamente de seus benefícios previdenciários por 84 meses.
O montante obtido pelos empréstimos era depositado nessas contas fraudulentas e, rapidamente, transferido para outras contas controladas pelo grupo, em uma manobra para dificultar o rastreamento do dinheiro. As investigações confirmaram 44 contratações ilegais, que causaram um prejuízo de R$ 1.537.210,92 a 31 idosos de Cuiabá. O esquema também teve vítimas em outras cidades de Mato Grosso e em diferentes estados, com as provas sendo compartilhadas com as autoridades competentes.
A operação, cumprida em 7 de agosto de 2024, resultou no cumprimento de 29 ordens judiciais, incluindo sete mandados de prisão preventiva, 10 de busca e apreensão e 12 de sequestro de bens. A ação também determinou o bloqueio e quebra de sigilo de dezenas de contas bancárias ligadas a oito pessoas físicas e quatro jurídicas, contando com o apoio de delegacias de Sorocaba (SP), onde parte do grupo atuava.
Para a delegada Angelina de Andrade Ferreira, responsável pelo caso, a condenação é uma resposta decisiva da Justiça. “A decisão reforça o compromisso da Polícia Civil no combate a fraudes bancárias, especialmente aquelas que vitimam idosos”, afirmou. A operação integra um programa permanente da delegacia para combater associações criminosas especializadas em fraudes financeiras e lavagem de capitais.











