O cão Vivente, resgatado após ser enterrado vivo em uma cova em Cuiabá, morreu na madrugada desta quinta-feira (8), cinco dias depois do salvamento. Mesmo recebendo atendimento veterinário intensivo, o animal não resistiu a duas paradas cardíacas.
Segundo a Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal, a principal suspeita da causa da morte é uma infecção generalizada, consequência de um quadro infeccioso crônico instalado muito antes do resgate. O organismo já estava gravemente comprometido, com falência progressiva de órgãos vitais.
A secretária adjunta e médica veterinária Morgana Thereza Ens explicou que o trauma extremo de ter sido enterrado vivo agravou ainda mais o estado de saúde do animal. O estresse e o sofrimento aceleraram o colapso do organismo já debilitado pelos maus-tratos prolongados.
Vivente morreu em ambiente hospitalar, assistido, acolhido e com dignidade, diferente da crueldade a que foi submetido. Havia planos para sua recuperação, incluindo castração, vacinação e um lar definitivo, o que reforça que ainda existia esperança.
O caso gerou comoção e reforça o alerta sobre o aumento de maus-tratos e abandono de animais, especialmente no mês de janeiro. Vivente se tornou símbolo da causa animal e do combate à crueldade, lembrando que o abandono mata diariamente e que toda vida importa.











