A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu na última quarta-feira (13) uma mulher de 68 anos acusada de assassinar o companheiro, de 79 anos, dentro da residência do casal localizada no bairro Pedra 90, na capital cuiabana. O crime ocorreu no dia 6 de março, mas o corpo da vítima, identificada como Joaquim José de Alencar, só foi localizado na manhã seguinte. A autopsia revelou ferimentos provocados por objeto perfurocortante na região da cabeça e do pescoço.
No dia 7 de março, a filha da suspeita, de 41 anos, procurou uma unidade da Polícia Militar solicitando acompanhamento até a casa da mãe. Ao chegarem ao imóvel, os agentes encontraram Joaquim já sem vida no quarto do casal. Próximo ao corpo, havia um facão manchado de sangue, instrumento que, segundo as investigações, foi utilizado nos golpes que mataram o idoso.
Em depoimento às autoridades, a filha revelou que a mãe apareceu em sua residência por volta das 22h30 do dia 6 de março, relatando ter discutido com o marido e o deixado caído no chão. A mulher disse que estranhou a situação, mas acolheu a genitora durante a noite. Ao despertar, percebeu que a mãe havia saído sem dar satisfações. Somente na manhã seguinte, ao se dirigir à casa do casal, tomou conhecimento da real dimensão do ocorrido.
A filha também informou aos policiais que a mãe enfrentava problemas psiquiátricos e que, dias antes do homicídio, a encontrou em estado de confusão mental. Além disso, afirmou que a relação entre a suspeita e a vítima era marcada por desentendimentos frequentes, e que Joaquim já havia deixado o lar em outras ocasiões em razão das brigas. Desde o desaparecimento no dia 7, a idosa permanecia foragida.
Na quarta-feira (13), a mulher se apresentou espontaneamente na Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Durante interrogatório conduzido pelo delegado Rogério Gomes, a investigada inicialmente confessou ter agredido o companheiro alegando legítima defesa. Momentos depois, porém, retratou-se, negou participação no crime, afirmou sofrer de transtornos psicológicos e disse não recordar os detalhes do que aconteceu na noite do homicídio.
Após os procedimentos legais, a idosa foi encaminhada para audiência de custódia, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do caso, incluindo a possível influência do estado mental da suspeita no momento do crime. O corpo de Joaquim José de Alencar já foi sepultado.











