“A direita em si é cristã”, afirma vereadora ao rebater críticas sobre política em evento

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Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Allan Mesquita

A vereadora de Cuiabá, Samantha Iris (PL), saiu em defesa da participação de lideranças conservadoras em movimentos religiosos e rebateu as críticas que apontavam o uso eleitoral da Marcha para Jesus na capital. Em entrevista na última quinta-feira (25), a parlamentar minimizou a repercussão em torno da presença do senador Flávio Bolsonaro (PL) no ato e rechaçou as cobranças por um distanciamento rígido entre a fé e a atuação partidária.

Para a legisladora, os questionamentos que tentam separar as convicções religiosas da atividade pública partem, fundamentalmente, de adversários ideológicos de fora do segmento.

“Quem não gosta que misture política e religião são aqueles que não são cristãos, porque não querem que os cristãos se envolvam com a religião. Eu acho que foi um momento realmente muito espiritual para nós da direita, especialmente aqueles que são cristãos. Eu acho que a direita em si é cristã”, argumentou em coletiva na Câmara Municipal.

Ao avaliar o caráter do evento evangélico, a vereadora estabeleceu uma conexão direta entre o pensamento conservador e os preceitos do cristianismo, apontando que o ambiente espiritual também serve de espaço para engajamento e pedidos de mudança na administração federal.

“A gente entende que nós estamos num momento em que é necessário orar pelo nosso país, orar pelos nossos governantes e, principalmente, para que esse ano a gente tenha mudanças. Eu acredito nisso, o meu posicionamento particular é isso. Eu, quando vou à igreja, independentemente de ser Marcha para Jesus ou não, eu tenho orado para que a gente consiga definitivamente tirar esse problema que a gente tem no Brasil que se chama ‘esquerda no poder’, e eu acho que é o momento de se unir para isso”, declarou.

A parlamentar também defendeu que o exercício e a expressão pública da fé não devem sofrer barreiras ou constrangimentos impostos pelo debate político tradicional, classificando qualquer tentativa de veto como um cerceamento de direitos.

“A gente tem diversas pessoas na política que são cristãs e aí seria muito injusto ou seria muito antidemocrático também impedir essas pessoas de participarem de seus movimentos religiosos e de expressar sua religião”, justificou.

A vereadora ressaltou que tanto ela quanto o seu esposo, o prefeito Abílio Brunini (PL), mantêm um histórico de presença assídua no movimento, o qual independe de períodos eleitorais ou mandatos eletivos.

“A gente não pode falar pelos outros, mas eu vejo ali que nós e vários conhecidos que somos cristãos, a gente, principalmente o Abílio em si, sempre participou. A gente participou na marcha como todo mundo ali e a gente entende que esse é um momento de a gente pedir para Deus aquilo que a gente quer esse ano”, ponderou.

Por fim, a parlamentar respondeu diretamente às críticas de opositores que acusaram a organização da Marcha para Jesus de ceder palanque político a aliados nacionais. Segundo ela, as reclamações foram desproporcionais se comparadas à duração total da mobilização cristã.

“Eu acho que não aconteceu isso. A presença do Flávio foi curta em relação ao evento, o evento começou às duas horas da tarde e terminou mais de dez horas da noite. O Flávio teve uma participação de cinco minutos e aí as pessoas, às vezes, tentam enquadrar a questão política dentro do evento como um todo. Eu não acho que houve essa situação, não”, concluiu.

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