O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley, afirmou que a crise fiscal do município também estaria afetando empresas contratadas para prestar serviços à administração pública. Segundo ele, a empresa responsável pela reforma do prédio do Legislativo está há oito meses sem receber os repasses e corre risco de encerrar as atividades.
Wanderley ressaltou que os recursos utilizados na reforma da Câmara não saíram do caixa da Prefeitura. De acordo com o parlamentar, os R$ 3,2 milhões destinados à intervenção, que contempla cerca de 4,7 mil metros quadrados, são provenientes de R$ 12 milhões viabilizados junto ao Governo do Estado, R$ 1 milhão de emenda do senador Jayme Campos e R$ 854 mil devolvidos pelo próprio Legislativo.
“Não é dinheiro da Prefeitura. O dinheiro é nosso, é da Câmara Municipal de Várzea Grande. A reforma daqui não tem um real da Prefeitura”, afirmou o presidente ao defender a regularidade dos recursos destinados à obra.
Durante a manifestação, Wanderley também comparou os valores empregados na reforma da sede da Câmara com os gastos na obra do telhado do Pronto-Socorro Municipal. Segundo ele, a intervenção no prédio da saúde já consumiu R$ 12,7 milhões e ainda não foi concluída.
O parlamentar citou ainda problemas de infraestrutura no Pronto-Socorro, entre eles a interdição do banheiro da Sala Vermelha. As declarações foram feitas para questionar a aplicação dos recursos públicos e defender maior transparência na execução das obras municipais.
Wanderley afirmou que a reforma da Câmara demonstra, em sua avaliação, uma diferença na gestão dos recursos. As declarações, porém, refletem a posição do presidente do Legislativo e não incluem, no trecho apresentado, manifestação da Prefeitura de Várzea Grande sobre os atrasos nos pagamentos ou sobre a execução da obra do Pronto-Socorro.












