A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizará uma audiência pública no dia 4 de dezembro para debater os impactos socioambientais do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório Artificial (Pacuera), o licenciamento do Lago do Manso e um recente termo de compromisso assinado entre a Sema e a Furnas. O encontro, requerido pelo deputado Elizeu Nascimento, atende a uma antiga reivindicação das comunidades do entorno por transparência e participação nas decisões que afetam seu território.
Os moradores, organizados no Movimento Pró-Manso, questionam a efetividade do diálogo até agora. Eles alegam que sugestões apresentadas nas audiências públicas de 2023 sobre o Pacuera não foram incorporadas, e demonstraram surpresa e preocupação com a notícia de uma nova versão do plano e a assinatura do termo de compromisso, ocorridas sem uma apresentação formal e discussão pública.
As comunidades envolvidas enfatizam que a participação popular é indispensável para a construção de políticas que respeitem sua realidade. Elas alertam que medidas adotadas sem esse diálogo podem gerar impactos negativos diretos na agricultura, no turismo, no uso dos recursos hídricos e no modo de vida de centenas de famílias que dependem da região.
A expectativa para a audiência é que ela avance nas tratativas, estabeleça compromissos claros e garanta que as decisões sobre o Lago do Manso considerem integralmente os aspectos ambientais, sociais, econômicos e culturais das populações locais, superando o histórico de impasse e falta de transparência.










