Durante o mês de outubro, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) intensifica ações de conscientização e prevenção contra a sífilis e a sífilis congênita. A mobilização faz parte da campanha Outubro Verde, que neste ano adota o slogan: “O Diagnóstico Precoce é o Primeiro Passo para a Cura”.
Embora menos conhecida que outras campanhas de saúde, como o Outubro Rosa, o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, ressaltou a importância do movimento. “O Outubro Verde merece atenção especial, pois é fundamental para reduzir os casos de sífilis em nosso estado”, afirmou.
O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita é celebrado no terceiro sábado de outubro — em 2025, a data será lembrada no dia 18. De acordo com Queli de Oliveira, técnica da SES responsável pela área de sífilis, a doença é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum e, apesar da gravidade, tem cura quando tratada adequadamente. A chave está na detecção precoce.
“A sífilis é transmitida por relações sexuais desprotegidas e também de mãe para filho durante a gestação. Por isso, o teste rápido é essencial. Está disponível gratuitamente e, com o tratamento correto, é possível evitar complicações graves, especialmente em recém-nascidos”, explicou Queli.
A SES-MT, em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde, oferece testagem rápida, distribuição de preservativos e penicilina para tratamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), tudo por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Além disso, a Secretaria irá realizar reuniões virtuais com os 141 municípios mato-grossenses, divididos nas 16 regiões de saúde, durante os meses de outubro e novembro. O objetivo é identificar desafios e avanços em cada local, incentivar ações de testagem e mapear as estratégias já implementadas.
“Nessas reuniões vamos alinhar medidas para ampliar o combate à sífilis, priorizando a detecção precoce e o início rápido do tratamento”, destacou a servidora.
Outro ponto essencial é a articulação com as maternidades, para garantir que gestantes e bebês sejam diagnosticados e tratados corretamente. Diversos municípios já aderiram à campanha e programaram atividades como: ações educativas com gestantes e seus parceiros, busca ativa de mulheres com pré-natal em atraso, parcerias com empresas para testagem de funcionários, e ações específicas em garimpos, casas noturnas e mineradoras.
Também estão previstas campanhas educativas em escolas sobre ISTs e o uso de preservativos, mutirões de testagem nas UBSs e assentamentos, um simpósio voltado à sífilis na gravidez, capacitações para aplicação de testes rápidos e atendimentos por demanda espontânea nos Serviços de Atenção Especializada (SAE).
Queli reforçou a importância da notificação obrigatória dos casos por parte dos profissionais de saúde. “A notificação é essencial para o controle da doença. Ela permite que os serviços de saúde identifiquem as cadeias de transmissão, planejem ações de prevenção e ofereçam tratamento eficaz à população”, explicou.
Números da sífilis em Mato Grosso
De acordo com dados do Ministério da Saúde (Sinan), Mato Grosso registrou em 2023:
3.718 casos de sífilis adquirida
1.853 casos de sífilis em gestantes
278 casos de sífilis congênita em bebês com menos de 1 ano
Em 2024, os números subiram:
4.025 casos de sífilis adquirida
2.243 casos em gestantes
359 casos de sífilis congênita
Já entre janeiro e setembro de 2025, foram contabilizados:
2.620 casos de sífilis adquirida
1.411 em gestantes
247 registros de sífilis congênita em crianças com menos de um ano











