Produtores da agricultura familiar de Ribeirão Cascalheira estimam um crescimento de 30% na produção de pequi para 2025, alcançando aproximadamente 520 toneladas. A nova safra já movimenta o comércio regional, com nove compradores iniciando a aquisição para abastecer mercados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal e polos como Itumbiara, Rio Verde e Cuiabá.
A caixa de 30 quilos está sendo comercializada a R$ 1 por quilo. Segundo Carlos Alberto Quintino, técnico da Empaer na região do Médio Araguaia, a atividade garante renda para cerca de 1,5 mil famílias. No ano anterior, a safra chegou a 400 toneladas, enquanto neste ano a produção diária alcança 1,2 mil caixas. O município, considerado por atacadistas como a capital do pequi em Mato Grosso durante a colheita, concentra uma safra que se estende por cerca de 100 dias, entre 15 de outubro e meados de dezembro.
Quintino explica que a maior parte do pequi é proveniente do extrativismo e que a Empaer atua orientando e acompanhando os agricultores familiares. Ele destaca ainda que o fruto da região é nativo e que o solo favorece seu desenvolvimento. A Ceasa de Cuiabá é o principal centro comprador, responsável pela distribuição para diversas cidades do Estado.
O comprador Evanir Gonçalves da Silva, da empresa Top Frutas, afirma que o produto da região é de alta qualidade. Ele abastece mercados em Goiânia, Brasília, Itumbiara, Rio Verde, Cuiabá, Montes Claros e outras localidades. Segundo ele, a média diária é de dois caminhões carregados, totalizando cerca de 1,2 mil caixas por dia e aproximadamente 40 mil caixas ao final da safra.
Ribeirão Cascalheira conta com cerca de 280 hectares destinados ao pequi, sendo 150 hectares de áreas nativas e 130 hectares de plantios voltados ao reflorestamento e à recuperação de áreas de preservação permanente.











