Uma investigação conjunta da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar por meio da Força Tática, resultou na prisão de dois homens suspeitos de envolvimento no sequestro de quatro pessoas, incluindo uma criança de colo, no bairro Paiaguás, em Várzea Grande. A ação criminosa aconteceu no último domingo (5) e chocou a região pela violência e pelo fato de uma bebê estar entre as vítimas.
A prisão dos suspeitos foi realizada na terça-feira (7), no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, após intensas diligências e troca de informações entre as forças de segurança. No local da captura, os policiais apreenderam o veículo utilizado no sequestro, que estava sem placas, e também encontraram uma quantidade considerável de substância análoga à maconha no interior do imóvel ocupado pelos detidos.
De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a dupla presa teria atuado diretamente na guarda das vítimas, dando apoio logístico à ação criminosa que ocorreu em Várzea Grande. Enquanto isso, outros quatro agentes teriam sido os responsáveis diretos pela invasão da casa e pela condução forçada da família. As buscas por esses foragidos seguem em andamento.
Imagens captadas por câmeras de segurança mostram a dinâmica do crime. É possível ver que três homens descem de um veículo de passeio em frente à casa onde as vítimas se encontravam e adentram o imóvel. Um quarto suspeito estaciona o carro e também entra na residência em seguida. Minutos depois, os criminosos saem conduzindo as vítimas para dentro do veículo, e um deles assume a direção, fugindo com os reféns, enquanto os outros dois deixam o local a pé.
Diante da ciência dos fatos, na última terça-feira (7), policiais da DHPP iniciaram diligências investigativas com apoio da Força Tática. Por meio de levantamentos de dados, análise minuciosa das imagens e oitiva de testemunhas, foi possível identificar os suspeitos e proceder à prisão ainda na mesma data. Os detidos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais e posteriormente colocados à disposição da Justiça.
O delegado da DHPP, Caio Albuquerque, explicou que, devido à dinâmica inicial dos fatos, a possibilidade de um mal maior contra as vítimas era iminente, incluindo risco de morte. “Pelo modus operandi, a possibilidade mal maior com as vítimas era iminente, inclusive com o risco de morte”, afirmou o delegado, justificando a celeridade e o esforço concentrado das equipes para solucionar o caso.
Em razão dos fatos apurados, os dois suspeitos presos devem responder por uma série de crimes: tráfico de drogas, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, sequestro e cárcere privado, e integração em organização criminosa. As investigações continuam para localizar os quatro envolvidos que ainda estão foragidos e esclarecer completamente a motivação do crime.












