Cuiabá reforça plantões nas UPAs para conter explosão de casos de Influenza

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A Prefeitura de Cuiabá intensificou a estrutura de atendimento nas unidades de urgência e emergência da capital para enfrentar o avanço expressivo dos vírus respiratórios. Através da Secretaria Municipal de Saúde, a rede pública entrou em estado de alerta, implementando o monitoramento contínuo dos diagnósticos e a ampliação das equipes médicas para absorver a alta demanda por socorro imediato.

O cenário epidemiológico de 2026 é alarmante, apresentando um crescimento de 824% nas notificações de Influenza A e B em comparação ao ano anterior. Enquanto o primeiro trimestre de 2025 registrou apenas 25 ocorrências, o período atual já soma 231 confirmações entre residentes e um óbito registrado, evidenciando uma circulação viral muito mais agressiva neste ciclo.

Atualmente, o impacto nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) é visível, com as síndromes respiratórias representando cerca de 35% de todas as buscas por assistência. O volume de pacientes é alto: apenas em um intervalo de 24 horas, mais de 120 pessoas procuraram as unidades apresentando sintomas gripais, o que coloca o sistema de saúde sob constante pressão operacional.

Para mitigar as filas e agilizar o suporte, a gestão municipal reforçou o corpo clínico das quatro UPAs da cidade (Verdão, Leblon, Morada do Ouro e Pascoal Ramos). Agora, cada unidade conta com oito médicos por plantão — sendo seis clínicos gerais e dois pediatras — totalizando um contingente de 32 profissionais atuando simultaneamente na rede secundária.

A secretária de Saúde, Danielle Carmona, destaca que o salto nos números está atrelado à sazonalidade, mas também à baixa adesão vacinal da população. Diante disso, a recomendação é que os moradores busquem a imunização e adotem protocolos preventivos, como o uso de máscaras ao apresentar sintomas e a higienização frequente das mãos para barrar a transmissão.

As autoridades de saúde orientam que o fluxo de pacientes seja feito de forma estratégica para não sobrecarregar as emergências. Quadros leves de gripe devem ser encaminhados às Unidades de Saúde da Família (USFs), deixando as UPAs destinadas exclusivamente a casos mais graves que envolvam febre persistente ou dificuldades respiratórias agudas.

Embora os dados mais recentes sugiram uma leve desaceleração momentânea no ritmo de contágio, o governo municipal mantém o regime de prontidão. A estratégia foca em garantir que, mesmo com a alta rotatividade de pacientes, o tempo de espera seja reduzido e a assistência médica chegue de forma adequada a quem precisa de suporte hospitalar.

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