Cúpula governista ainda tenta coesão no União Brasil

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Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Senado Federal

Cúpula aliada ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) intensifica acenos ao senador Jayme Campos (União) na tentativa de convencê-lo a recuar da pré-candidatura ao Palácio Paiaguás e buscar a reeleição ao Congresso Nacional. A estratégia desenhada pelo núcleo político propõe uma dobradinha para o Senado ao lado do ex-governador Mauro Mendes (União). Segundo o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, o principal objetivo do grupo é manter a coesão da base e repetir a composição vitoriosa que garantiu a gestão nos pleitos de 2018 e 2022.

Apesar de Jayme Campos ter elevado o tom nas críticas recentes à condução do União em Mato Grosso por Mauro Mendes, Carvalho avalia que o diálogo pode reverter a resistência do senador. Sim, eu acredito que é possível. Com muito diálogo, nós temos que escutar muito em relação ao Jayme Campos, pois ele tem todas as prerrogativas para estar conosco nesse projeto de 2026. O nome dele é colocado em todas as nossas reuniões políticas e ele tem o direito inquestionável de ser candidato à reeleição ao Senado, mas tem se colocado como candidato ao governo. Precisamos construir esse entendimento para manter o grupo unido, afirmou o secretário.

Além das articulações para as eleições de 2026, Mauro Carvalho comentou a turbulência vivida no fim de março, quando foi destituído da presidência do PRD às vésperas do fechamento da janela partidária. A mudança repentina pegou os aliados de surpresa e gerou uma correria entre candidatos a deputados estaduais e federais que já estavam com chapas montadas na sigla. A instabilidade forçou diversos nomes (como os ex-secretários Allan Kardec e Gilberto Figueiredo) a buscarem abrigo em novas legendas em pouco tempo para garantir a viabilidade eleitoral no pleito.

A queda de Carvalho do comando do PRD ganhou novos contornos após declarações do presidente estadual do Solidariedade, Marco Aurélio, que afirmou ao jornal A Gazeta nesta semana que a sigla agora é controlada pela deputada estadual e pré-candidata ao Senado, Janaina Riva (MDB), e pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho. Para Carvalho, a revelação apenas confirma os bastidores da manobra que o tirou do cargo. A forma como foi feita e está sendo concretizada demonstra, por si só, o perfil de todos os envolvidos nesse processo do PRD, comentou.

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