A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) apresentou, no último sábado (15), dois projetos durante a COP30, em Belém (PA): “Defensorias do Araguaia”, realizado em parceria com as Defensorias de Goiás e Tocantins, e “Território de Direitos”, voltado ao atendimento de famílias em áreas de conflito fundiário. O maior evento climático do mundo reúne mais de 56 mil participantes de 194 países, entre líderes globais, pesquisadores, ambientalistas e estudantes.
Entre os visitantes do estande brasileiro estava o norte-americano Andrew Fenner, 22 anos, bacharel em Ciências Ambientais pela Universidade de Massachusetts (Umass Lowell). Em sua primeira vinda ao Brasil, ele destacou a importância de participar da conferência e elogiou os projetos apresentados pela Defensoria. Fenner acompanhou os painéis utilizando tradução simultânea online e afirmou ter achado o conteúdo “engajante e inspirador”, especialmente por aproximar populações vulneráveis de serviços essenciais.
A exibição do documentário “Awire”, que retrata o projeto “Defensorias do Araguaia”, foi um dos destaques do sábado. A defensora pública-geral de Mato Grosso, Luziane Castro, ressaltou o impacto da iniciativa na defesa dos povos indígenas Karajá e na preservação ambiental. Com 22 minutos de duração, o filme mostra os desafios das comunidades da região do rio Araguaia para acessar saúde, educação, cidadania e justiça.
O professor Edivaldo Benedito Sarmento Alves, de Goianésia do Pará, elogiou a produção e o trabalho das Defensorias, afirmando que a iniciativa representa esperança para a proteção dos povos da floresta. O secretário executivo da DPEMT, Clodoaldo Queiroz, reforçou que o projeto leva atendimento jurídico e de cidadania à Ilha do Bananal, maior ilha fluvial do mundo e território fundamental para os povos Karajá.
Também no sábado ocorreu a apresentação do documentário e da exposição interativa do projeto “Território de Direitos”, criado pela DPEMT para mapear e atender famílias em extrema vulnerabilidade em áreas de conflito fundiário. A iniciativa utiliza o Sistema de Atendimento Fundiário (SAF), que organiza informações detalhadas sobre essas comunidades. Lançado em agosto, o documentário homônimo narra a origem do projeto e traz relatos de moradores beneficiados, sendo a primeira obra audiovisual produzida integralmente pela instituição.











