O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) apresentou um requerimento à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) pedindo esclarecimentos sobre a queima de nove balsas durante uma operação policial em Peixoto de Azevedo. As embarcações eram utilizadas na extração ilegal de minérios nos rios Peixoto e Peixotinho. Segundo o parlamentar, a destruição dos equipamentos provocou impactos ambientais, como contaminação do solo e da água com óleo e metais.
Guimarães classificou a ação da Polícia Civil como “estarrecedora” e afirmou que a queima não é um método adequado para combater crimes ambientais. Ele defendeu que as balsas deveriam ter sido apreendidas e não destruídas, alegando que a explosão liberou substâncias tóxicas e deixou trabalhadores desamparados. O deputado disse ainda ter mostrado imagens ao governador Mauro Mendes, que, segundo ele, também desaprovou o modo como a operação foi conduzida.
O parlamentar lembrou que é autor da Lei 12.295/2023, que determinava a necessidade de um Termo de Destruição ou Inutilização para garantir a legalidade das ações de apreensão de maquinários. Contudo, a norma foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso após ação do Ministério Público Estadual, decisão que o gabinete do deputado ainda pretende contestar.
Para Diego Guimarães, a operação da Dema foi marcada por excessos e falta de critérios técnicos. Ele ressaltou que o combate à extração irregular deve ocorrer com rigor, mas sem “brutalidade” ou destruição injustificada. O deputado finalizou afirmando que pretende acompanhar o caso de perto e cobrar responsabilização dos agentes que autorizaram a queima das balsas.











