No último dia do Mundial Paralímpico de Atletismo, realizado em Nova Déli, Jerusa Geber escreveu seu nome na história do esporte ao conquistar o ouro nos 200m T11, ao lado do guia Gabriel Garcia. Com a vitória, a velocista alcançou a marca de 13 medalhas em mundiais, superando a lendária Terezinha Guilhermina e se tornando a maior medalhista brasileira da história na competição. Além do ouro nos 200m, ela também foi campeã dos 100m T11, encerrando o campeonato como tetracampeã da prova e reforçando seu legado aos 43 anos de idade.
O Brasil teve um desempenho histórico e encerrou o Mundial no topo do quadro de medalhas pela primeira vez, com 15 ouros, 20 pratas e 9 bronzes, totalizando 44 medalhas. A conquista inédita veio com destaque para outros nomes como Clara Daniele, que conquistou o ouro nos 200m T12 após a desclassificação da atleta venezuelana, e Maria Clara Augusto, que foi prata na mesma distância e somou três medalhas no torneio. O Brasil ainda garantiu pódios importantes com Thalita Simplício (bronze nos 200m T11) e Edenilson Floriani (bronze no arremesso do peso F63).
Outros brasileiros também se destacaram ao longo do dia, embora não tenham subido ao pódio. Aser Almeida ficou em quinto lugar no salto em distância T36, e Alan Fonteles terminou em quarto nos 400m T62. Rayane Soares, que disputaria a final dos 400m T13, precisou ser retirada da prova por questões de saúde ainda não divulgadas. Com atuações marcantes e conquistas expressivas, o Brasil encerra o campeonato com a melhor campanha da sua história e reforça sua posição como uma potência no atletismo paralímpico mundial.











