Justiça defere recuperação judicial do Grupo Sertão; dívidas ultrapassam R$ 100 milhões

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O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Sertão, tradicional no agronegócio goiano, sediado em Paraúna. A decisão, assinada pela juíza Wanderlina Lima de Morais Tassi, da 2ª Vara Cível da comarca, foi publicada nesta sexta-feira (26). O pedido foi formulado pela família Leão, que atua há mais de quatro décadas no setor agrícola e pecuário. No processo, o grupo relata que enfrenta dívidas que ultrapassam R$ 100,8 milhões. A crise, de acordo com os requerentes aconteceu por conta de fatores externos como a ferrugem asiática, secas prolongadas, oscilações no preço da soja e perdas em contratos agrícolas.

A magistrada destacou que a recuperação judicial tem por objetivo “viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, permitindo a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores”.

A advogada do Grupo ERS, Ramirhis Laura Xavier Alves, responsável pela condução da recuperação judicial do Grupo Sertão, ressaltou a relevância do procedimento como instrumento de reestruturação empresarial.

“É evidente a plena viabilidade do grupo, uma vez que eles reúnem condições concretas de se reerguer e retomar sua trajetória de crescimento. A recuperação judicial se apresenta como medida essencial para viabilizar a renegociação das dívidas e assegurar o cumprimento dos compromissos, preservando a relação de confiança que sempre manteve com seus credores e fornecedores”, afirmou.

Na decisão, a justiça nomeou como administrador judicial o escritório Flávio Cardoso Advogados Associados S/S; determinou a suspensão de execuções e ações contra o grupo por 180 dias, proibiu a consolidação da propriedade de imóveis rurais e veículos considerados essenciais, garantindo a posse ao Grupo Sertão e determinou a apresentação do plano de recuperação no prazo de 60 dias.

Histórico

O Grupo Sertão iniciou suas atividades na década de 1980 em Montividiu (GO) e, ao longo dos anos, expandiu para Bahia e Tocantins, diversificando os negócios em postos de combustíveis, leilões de gado e beneficiamento de sementes.

Segundo o laudo pericial apresentado nos autos, o grupo continua em plenas condições de funcionamento, o que reforçou a decisão judicial pelo deferimento da recuperação.

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