Operação Hortifraude desarticula esquema milionário de sonegação fiscal em Mato Grosso

Reprodução: Internet.
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Na manhã desta terça-feira (30), o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (CIRA-MT) deflagrou a Operação Hortifraude, com o objetivo de desmontar um esquema altamente organizado de sonegação fiscal no setor de hortifrutigranjeiros.

A investigação aponta que o grupo criminoso causou prejuízos superiores a R$ 45 milhões aos cofres públicos, utilizando empresas de fachada registradas em nome de “laranjas” para emitir notas fiscais falsas e simular transações comerciais, evitando o pagamento do ICMS. A operação cumpre 148 medidas judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e São Paulo, além de suspensões de atividades econômicas e bloqueio de registros de contadores e escritórios de contabilidade.

Conduzido pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), o inquérito revelou uma estrutura criminosa sofisticada que operava com agilidade para dificultar a fiscalização, substituindo constantemente as empresas utilizadas na fraude.

O delegado João Paulo Firpo Fontes ressaltou o compromisso da força-tarefa em combater crimes como falsidade ideológica, uso de documentos falsos e organização criminosa. Já o delegado titular da Defaz, Walter de Melo Fonseca Júnior, destacou a dificuldade em identificar os reais responsáveis, que se ocultavam por trás de terceiros e empresas fantasmas. A investigação contou com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso e da Divisão de Crimes contra a Fazenda da Polícia Civil de São Paulo.

As autoridades envolvidas na operação enfatizaram a importância da atuação conjunta para combater a sonegação fiscal e recuperar os recursos desviados. O promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére reforçou o papel do CIRA-MT na repressão a esquemas complexos de fraude tributária, destacando o impacto direto na justiça fiscal e na redução das desigualdades sociais.

Já o secretário adjunto de Receita Pública da Sefaz, Fábio Fernandes Pimenta, informou que a pasta, por meio da Unidade de Inteligência Fiscal, foi responsável pela apuração das irregularidades e já constituiu mais de R$ 40 milhões em créditos tributários devidos ao Estado.

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