As investigações da Operação Imperium, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), apontaram a rápida ascensão patrimonial do núcleo de uma facção atuante no sul de Mato Grosso.
O esquema era coordenado por G.R.S., conhecido como “Vovozona”, foragido desde 2023 e apontado como conselheiro da organização criminosa no Estado. O grupo utilizava laranjas, documentos falsos e empresas de fachada para abrir contas bancárias e ocultar valores oriundos do crime.
Em dois anos, foram identificadas movimentações milionárias e aquisição de bens de alto padrão incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Apenas entre março e abril de 2024, o líder teria movimentado R$ 43 milhões com uso de identidade falsa.
A lavagem de dinheiro ocorria por meio de empresas fictícias e contas bancárias, inclusive em nome de menores de idade, que registraram movimentações superiores a R$ 1,6 milhão em seis meses. Transferências constantes de traficantes e integrantes da facção reforçam o caráter ilícito das operações.
O grupo construiu um verdadeiro império financeiro, com compra de imóveis rurais de luxo, como uma fazenda avaliada em R$ 4 milhões e um haras de R$ 2,1 milhões em Minas Gerais, além de dez veículos, entre eles BMW, Porsche, Audi A3, VW Jetta, Fiat Strada e GM/S10.
O braço direito do líder, preso no Rio de Janeiro, mantinha imóveis em Rondonópolis e no Complexo do Alemão, além de empresa registrada em Lucas do Rio Verde sem existência física. Ele foi detido no Recreio, e dois veículos ligados à facção foram apreendidos.
Segundo o delegado Marlon Luz, o caso demonstra a sofisticação da organização na utilização de mecanismos financeiros para ocultar patrimônio, reforçando que o foco do Estado é atingir diretamente o poder econômico da facção criminosa.











