A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou, nesta segunda-feira (20), a Operação Rastro de Érebo. A ação cumpriu mandados judiciais contra cooperativas envolvidas na extração ilegal de minérios dentro de áreas de preservação permanente nos municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá.
A investigação, liderada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), tem como objetivo apurar e coibir crimes ambientais em áreas estaduais. Os crimes são praticados por balseiros que atuam de forma irregular nos rios Peixoto e Peixotinho, localizados entre as duas cidades.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas cooperativas sediadas em Peixoto de Azevedo. As empresas exploravam a atividade de mineração sem possuir a licença ambiental obrigatória, que deve ser emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A decisão judicial determinou ainda o bloqueio das atividades das cooperativas, a interdição dos empreendimentos até a regularização ambiental e a proibição de emissão de notas fiscais ligadas à mineração ilegal. A ordem também prevê a inutilização das balsas caso sua remoção seja impossível, estabelecendo uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento das medidas.
A operação foi realizada de forma integrada por vias fluvial, aérea e terrestre, contando com a colaboração de várias forças de segurança e órgãos fiscalizadores. O esforço conjunto teve como meta frear os danos ambientais causados pela extração ilegal de minérios.
Participaram da ação equipes da Dema, Core, Delegacia Regional de Sinop, Ciopaer, Bope, Politec, Sema e Ibama. No total, 41 profissionais, entre policiais civis, militares, agentes de fiscalização e peritos, foram mobilizados com o suporte de 13 viaturas, um helicóptero e cinco embarcações.











