Neve, gelo, ventos fortes e temperaturas em queda criaram condições perigosas de viagem em partes do centro dos EUA no domingo (05). Uma tempestade de inverno trouxe a possibilidade da “nevasca mais pesada em uma década” em algumas regiões. Neve e gelo cobriram as principais rodovias em grande parte do Kansas, oeste de Nebraska e partes de Indiana, onde a Guarda Nacional foi acionada para ajudar motoristas presos. No Kansas e no Missouri, eram esperados pelo menos 20 cm de neve, acompanhados por condições de nevasca e rajadas de vento de até 72,42 km/h.
O aviso de tempestade foi ampliado para incluir Nova Jersey na segunda-feira e início da terça-feira. “Para locais nesta região que recebem os maiores totais de neve, pode ser a queda de neve mais forte em pelo menos uma década”, afirmou o serviço meteorológico. No domingo, cerca de 63 milhões de pessoas nos EUA estavam sob algum tipo de alerta, vigilância ou aviso meteorológico de inverno, segundo Bob Oravec, do Serviço Nacional de Meteorologia.
O vórtice polar, que normalmente circula em torno do Pólo Norte, trouxe ar ultrafrio para os EUA, Europa e Ásia, gerando temperaturas intensas ao escapar para o sul. Estudos indicam que o aquecimento acelerado no Ártico contribui para a frequência crescente desse fenômeno.
No norte do estado de Nova York, partes da região registraram até 0,9 metros de neve. A tempestade foi projetada para se deslocar pelo Vale do Ohio, atingindo os estados do Meio-Atlântico no final do domingo e na segunda-feira. O sul da Flórida também deve enfrentar um forte congelamento. Tornados foram alertados no domingo em Arkansas, Louisiana e Mississippi.
O Nordeste dos EUA, que teve um início de inverno ameno, deve enfrentar vários dias de frio intenso. Segundo Jon Palmer, meteorologista do Serviço Nacional de Meteorologia em Gray, Maine, uma massa de ar frio vinda do Canadá causará uma semana de temperaturas baixas, mas com clima seco.
O ar frio deve atingir a metade leste do país, chegando até o sul da Geórgia, enquanto a Costa Leste enfrenta temperaturas congelantes, com mínimas em dígitos únicos em algumas áreas. Washington, DC, também está na rota da tempestade, devendo registrar neve e frio nesta segunda-feira, quando o Congresso americano irá certificar a eleição do republicano Donald Trump como presidente.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou à Fox News no domingo que o clima adverso “não impediria os legisladores de cumprir suas funções”.











