A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande divulgou nesta terça-feira (6) uma nota oficial esclarecendo informações relacionadas à validade de vacinas e insumos encontradas em unidades de saúde do município, após declarações feitas pelos vereadores Kleberton Feitosa, Gisa Barros e Sargento Galibert.
De acordo com a secretaria, existem dois tipos distintos de vacina antirrábica disponíveis no município: a vacina humana e a vacina animal, voltada para cães e gatos. A vacina vencida, identificada durante vistoria, é da versão animal, de uso exclusivamente veterinário, com prazo de validade até 30 de abril de 2025. Esta vacina apresenta coloração rosa e é armazenada em frascos de 25 ml.
Já a vacina antirrábica humana, destinada à proteção da população em casos de exposição ao vírus da raiva, está dentro do prazo de validade, com vencimento apenas em maio de 2026. Ela é apresentada em frascos individuais de 0,5 ml com aplicador próprio, e segue todas as normas de conservação determinadas pelo Ministério da Saúde, estando disponível nas unidades de saúde do município.
A secretaria esclareceu que as vacinas veterinárias encontradas com validade vencida são remanescentes de campanhas realizadas em anos anteriores, que não tiveram ampla adesão. A responsabilidade pela destinação correta desses insumos cabia à gestão anterior, seja por meio do reforço da campanha ou descarte adequado.
Além disso, vacinas com datas de validade mais recentes foram descartadas após falhas na manutenção da temperatura ideal de conservação (entre 2°C e 8°C). Segundo o protocolo, nesses casos, as doses são colocadas em quarentena para avaliação, mas o tempo para revalidação comprometeu o uso dentro do prazo legal. As vacinas descartadas estavam devidamente armazenadas em caixas coletoras de material perfurocortante e seriam encaminhadas ao Centro de Controle de Zoonoses para o descarte final.
Outro ponto abordado foi a presença de frascos de albumina bovina vencidos. A secretaria explicou que esse insumo não é um medicamento, e sim um reagente laboratorial utilizado em exames e procedimentos do banco de sangue. Ele estava separado de outros insumos, armazenado em conservadora própria, e tem baixa demanda de uso. Como todos os insumos vencidos, a albumina foi devidamente identificada, separada e será descartada de acordo com as normas sanitárias.
A gestão garantiu que o CADIM (Centro de Abastecimento e Distribuição de Insumos Médicos) segue protocolos rigorosos para controle de entrada, armazenamento e descarte de materiais, assegurando o cumprimento da legislação vigente.
Por fim, a Secretaria de Saúde reforçou que não há falta da vacina antirrábica humana em Várzea Grande. Qualquer pessoa que tenha tido contato com animais que possam transmitir a raiva deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para receber atendimento e, se necessário, iniciar o protocolo de vacinação.
“A população pode ficar tranquila: Várzea Grande continua cuidando da saúde de todos com responsabilidade e compromisso”, conclui a nota.










