Várzea Grande Declara Estado de Emergência devido ao Aumento de Casos de Dengue, Zika e Chikungunya

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O aumento alarmante de casos de arboviroses em Várzea Grande, com um crescimento de cerca de 400% nos primeiros 15 dias deste ano, levou a prefeita Flávia Moretti (PL) a assinar, na quinta-feira (16), um decreto que institui situação de emergência em Saúde Pública. A doença mais notificada é a Chikungunya.

A emergência em saúde pública é caracterizada por uma situação que exige medidas urgentes de prevenção, controle e contenção de riscos à saúde pública, especialmente em casos de surtos, epidemias, desastres ou desassistência à população.

Desde o ano passado, a gestão anterior deixou de notificar os casos de arboviroses (dengue, zika, chikungunya), o que comprometeu o planejamento para ações preventivas, dificultando o preparo da rede municipal de saúde para o atendimento adequado e eficaz dos pacientes. A prefeita Flávia Moretti destacou a gravidade da situação:

“Diante desse cenário epidemiológico na cidade, somos obrigados a buscar medidas urgentes para melhor efetividade e eficiência, especialmente nos diagnósticos das doenças. A população está sofrendo e o poder público tem de intervir”, afirmou após realizar uma visita à UPA do Cristo Rei.

A gerente de Vigilância Epidemiológica, Alessandra Carreira, explicou que o cenário atual é preocupante. “Nas duas últimas semanas tivemos 468 notificações de um total de 912 acumulados na rede de saúde, o que configura uma taxa de incidência de 300,04 a cada cem mil habitantes. A taxa de incidência com esse valor já caracteriza que estamos entrando no cenário epidemiológico de alto risco em relação à transmissão das arboviroses. A taxa de exames laboratoriais têm girado em média em 20% para a dengue, chikungunya e zika. No entanto, quando a gente avalia os resultados laboratoriais de forma isolada, a chikungunya tem chegado a uma taxa de 52,05 de positividade, sendo um índice bastante elevado”, explicou.

Além disso, foi registrado um novo vírus circulante, o oropouche, que transmite a febre do oropouche e tem maior potencial epidêmico em comparação aos vírus da zika, dengue e chikungunya.

O decreto de emergência estabelece que o município adotará todas as medidas administrativas e assistenciais necessárias para conter o aumento de casos de arboviroses, como a aquisição de insumos, doação e cessão de equipamentos e a contratação de serviços essenciais para atender à situação emergencial. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) será responsável por instituir diretrizes gerais para a execução das ações de enfrentamento, podendo também editar normas complementares.

De acordo com a secretária de Saúde, Deisi Cássia Bocalon Maia, uma das primeiras ações será a retomada das coletas de exames laboratoriais, que já foram iniciadas nesta semana, priorizando os casos de dengue e outras arboviroses, além de trabalhar junto aos agentes comunitários de saúde para informar a comunidade.

A secretária também destacou que, junto à Secretaria de Serviços Públicos, será solicitada a limpeza de terrenos baldios, além de campanhas de conscientização pelos meios de comunicação. “Para que a gente possa fazer com que as nossas casas, residências e terrenos permaneçam de forma limpa para evitar o criadouro do vetor, que é o mosquito. O mosquito Aedes aegypti é o principal vetor dessas arboviroses no Brasil”, completou.

Outra medida adotada será a compra de amostras (tubos para amostras) para a realização de exames de sorologia, e, independentemente do resultado, será mantida uma ação continuada de educação em Saúde nas unidades básicas de Saúde, com reforço nos atendimentos nas UPAs e no Pronto-Socorro.

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