O deputado estadual Dr. João (MDB) anunciou que buscará uma reunião imediata com a nova gestão da Secretaria de Estado de Saúde para tratar da exoneração de 56 servidores do Samu. A medida, que atinge enfermeiros, técnicos e condutores, gerou um alerta de crise no sistema de atendimento de urgência em Mato Grosso. O parlamentar busca mediar o conflito após o anúncio de que os contratos desses profissionais não serão renovados pelo Governo do Estado.
A decisão da Secretaria Estadual de Saúde prevê que as funções antes desempenhadas por esses servidores passem a ser cobertas pelo Corpo de Bombeiros. No entanto, a categoria, representada pelo sindicato Sisma, alerta que a demissão em massa de equipes operacionais pode levar ao fechamento de bases estratégicas. Segundo o sindicato, a perda de 22 enfermeiros e 24 técnicos compromete diretamente a escala de socorro à população.
Dr. João classificou a situação como grave e criticou a fragilização de um serviço técnico tão essencial. Para o deputado, a substituição abrupta dos profissionais do Samu por bombeiros é um equívoco, defendendo que as duas instituições deveriam atuar de forma integrada. Ele utilizou o exemplo de Tangará da Serra, onde as corporações trabalham em cooperação mútua, como o modelo ideal a ser seguido no estado.
Durante seu posicionamento, o parlamentar destacou a importância vital do Samu, citando como exemplo o atendimento recente prestado à ex-primeira-dama Virgínia Mendes em Rondonópolis. O deputado reforçou que o serviço é a linha de frente em momentos críticos de saúde e que sua desestruturação coloca em risco a proteção imediata dos cidadãos em casos de acidentes e emergências clínicas.
O deputado também rebateu possíveis justificativas financeiras para os cortes, afirmando que Mato Grosso possui recursos suficientes para manter serviços prioritários. Dr. João questionou como um estado economicamente forte poderia alegar falta de verba para uma área tão sensível, reiterando que a saúde pública deve ser tratada com a máxima responsabilidade pela gestão estadual.
O impacto da redução das equipes deve ser sentido com maior intensidade em Cuiabá e Várzea Grande, cidades que concentram o maior volume de chamados. Com a diminuição do quadro de funcionários, o atendimento em períodos de pico, como feriados e finais de semana, pode sofrer atrasos perigosos, afetando a eficiência do socorro prestado nas maiores bases do estado.
Por fim, o parlamentar informou que a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa será acionada para acompanhar o caso de perto. O objetivo é debater alternativas técnicas com o novo secretário de Saúde para garantir que o Samu continue operando com sua capacidade total, evitando que a mudança administrativa resulte em prejuízos irreparáveis para a assistência médica de urgência em Mato Grosso.











