A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou, nesta quarta-feira (8), a prisão preventiva de um homem investigado por descumprir medidas protetivas e proferir ameaças de morte contra sua ex-companheira. O suspeito, que era alvo de investigações no município de Nobres, foi localizado e detido em Cuiabá após um trabalho de monitoramento realizado pelas equipes policiais para identificar seu paradeiro.
O caso tomou proporções críticas devido à agressividade do investigado, que ignorava sistematicamente as ordens judiciais de afastamento. Segundo os relatos da vítima, o homem intensificou o terror psicológico nos últimos tempos, transformando a rotina da ex-mulher em um cenário de medo constante, mesmo com o amparo legal das Medidas Protetivas de Urgência (MPU).
As investigações revelaram áudios e mensagens de texto carregados de violência extrema. Nas gravações, o agressor demonstrava total desprezo pelas instituições de segurança pública, chegando a debochar da eficácia das leis brasileiras. Ele afirmava que nenhum mecanismo de proteção estatal seria capaz de interromper suas intenções contra a integridade da vítima.
Em uma das ameaças mais contundentes, o homem ironizou o uso do “botão do pânico” — dispositivo tecnológico de auxílio a mulheres em situação de risco. O suspeito declarou que ele mesmo acionaria o equipamento após cometer o crime, afirmando que a vítima não teria a chance de se relacionar com mais ninguém, o que elevou o alerta para um risco real de feminicídio.
Diante da gravidade das evidências e do risco iminente à vida da mulher, o delegado Marcus Vinicius Ferreira Silva representou pela prisão preventiva do acusado. A autoridade policial destacou que a medida foi necessária não apenas pela periculosidade do indivíduo, mas pelo total desrespeito demonstrado em relação às decisões proferidas pelo Poder Judiciário.
Após o cumprimento do mandado na capital mato-grossense, o preso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM). No local, ele passou pelos procedimentos cabíveis e aguarda a audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça para responder pelos crimes de ameaça e descumprimento de ordem judicial.












