Polícia apreende R$ 200 mil em casas de Elizeu e Cezinha Nascimento

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Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: JL Siqueira-AL-MT

Agentes do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), apreenderam R$ 200 mil em espécie durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências do deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do vereador de Cuiabá, Cezinha Nascimento (União).

O GD apurou que na casa do deputado foram apreendidos R$ 150 mil em notas de R$ 100 e R$ 50. Já na do vereador, o valor apreendido foi de R$ 50 mil, também em notas de R$ 100 e R$ 50.

Durante as investigações, o MP conseguiu monitorar alguns saques realizados pelo empresário João Nery Chorili, dono da empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda. Porém, os investigadores descobriram, que em alguns dos saques, o deputado Elizeu aguardava o empresário em um carro.

Vídeo encontrado

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada após a descoberta de um vídeo que registrou um suposto repasse de propina. Entre os alvos confirmados até o momento estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do irmão dele, vereador por Cuiabá, Cezinha Nascimento (União).

Conforme apurado pelo GD, o material foi localizado em um celular apreendido durante a Operação Gorjeta e se tornou peça-chave para o avanço das investigações, que levaram aos nomes de Cezinha e Elizeu Nascimento.

Ainda segundo a apuração, investigadores identificaram que agentes políticos estariam direcionando emendas parlamentares para dois institutos: o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), com o objetivo de desviar os recursos destinados às entidades.

Para viabilizar o esquema, conforme a investigação, era utilizada a empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA, que recebia valores dos institutos e posteriormente repassava quantias aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 27 de janeiro de 2026. Na ocasião, a investigação apontou um possível esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares na Câmara Municipal e na Secretaria de Esportes de Cuiabá, resultando no afastamento de Chico 2000.

O Naco, além dos membros do Ministério Público, é composto por servidores da Polícia Judiciária Civil e da Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso.

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