No primeiro trimestre de 2026, Mato Grosso apresentou taxa de desemprego de 3,1%, número bem abaixo da média brasileira, que chegou a 6,1%. As informações foram liberadas nesta quinta-feira (14.5) pelo IBGE, por meio da PNAD Contínua Trimestral, pesquisa de referência sobre o mercado de trabalho no país.
Com esse percentual, o estado ficou apenas atrás de Santa Catarina, que registrou 2,7% no mesmo período. Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%) também figuraram entre as unidades da federação com os menores índices de desocupação.
Na comparação com os primeiros três meses de 2025, quando a taxa estadual era de 3,5%, houve queda na falta de trabalho. Já em relação ao último trimestre do ano passado, que fechou em 2,4%, o indicador subiu. Especialistas explicam que essa alta é típica da sazonalidade: o começo do ano costuma registrar demissões de temporários contratados no fim do ano, especialmente no comércio, e término de contratos nas áreas de Educação e Saúde das prefeituras.
A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, afirmou que os dados revelam a força do mercado de trabalho local, mesmo num período historicamente desfavorável. “Mato Grosso segue mostrando bons resultados mesmo no trimestre em que o desemprego costuma crescer. A queda na comparação com o ano passado mostra avanço. Isso reflete políticas públicas acertadas e o esforço da população mato-grossense”, declarou.
A pesquisa também apontou que a taxa de subutilização da mão de obra, que inclui quem trabalha menos horas do que gostaria ou está disponível mas não consegue vaga, ficou em 6,7% no estado. O número é o segundo menor do Brasil e ficou abaixo da média nacional. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando o índice era de 8,1%, a redução foi de 1,4 ponto percentual.
Os resultados mostram que Mato Grosso mantém trajetória positiva no mercado de trabalho, combinando queda do desemprego na comparação anual com resiliência diante das oscilações sazonais. O desempenho consolida o estado como um dos mais dinâmicos do país na geração de ocupação para sua população.












