Assessora de desembargador e advogado são alvos da polícia por venda de decisão; veja nomes

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Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Polícia Civil

O advogado Ademir Rosa Gomes e Mhayra Alves Pacheco Abes são dois dos alvos da Operação Falsa Vantagem, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (25), para cumprir 5 mandados de busca e apreensão contra investigados por suposto envolvimento em um esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.

Conforme apurado pelo GD, Ademir atua em Cuiabá. Já Mhayra é servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, assessora jurídica e lotada no gabinete do desembargador Juvenal Pereira da Silva.

Além deles, também são alvos bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora do Poder Judiciário, ainda não identificada. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá e são cumpridas no âmbito de investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado pelos crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

Cobrança de R$ 150 mil

As investigações apontam que os suspeitos teriam prometido a familiares de um condenado a anulação de uma pena judicial, afirmando ter influência sobre decisões no Judiciário.

Para garantir o suposto benefício, o grupo teria cobrado R$ 150 mil em dinheiro vivo. De acordo com a polícia, a exigência do pagamento em espécie tinha como objetivo dificultar o rastreamento dos valores.

No entanto, conforme as apurações, o resultado obtido teria sido apenas a redução da pena do condenado, e não a anulação prometida inicialmente.

Insatisfeito com o desfecho, o beneficiário passou a cobrar a devolução do valor pago, situação que também é alvo de investigação.

Os mandados têm como objetivo apreender celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer os fatos e identificar possíveis outros envolvidos e vítimas do esquema.

De acordo com o delegado Marlon Luz, responsável pelo caso, as diligências buscam entender como a suposta prática ocorria, há quanto tempo o grupo atuava e se havia habitualidade nas ações investigadas.

Nome da operação

O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de resultados favoráveis na Justiça mediante pagamento, criando nas vítimas a expectativa de influência sobre decisões judiciais.

As investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração do esquema e individualizar a participação de cada investigado.

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