Operação prende mulher suspeita de comandar esquema de compras fraudulentas em Várzea Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso deu cumprimento, nesta quarta-feira (8), a um mandado de prisão preventiva contra uma mulher de 46 anos, apontada como a articuladora de um golpe contra uma empresa do Paraná especializada em produtos para harmonização orofacial. A ação, batizada de Operação Simetria Fraudada, também determinou a quebra de sigilo telemático e a extração de dados do celular da investigada, residente em Várzea Grande.

O esquema veio a público depois que um casal foi preso em flagrante no dia 16 de junho, dentro de casa no bairro Construmat, quando recebia mercadorias obtidas por meio de fraude. Segundo as apurações da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, os suspeitos realizaram compras em duas ocasiões diferentes, usando documentos falsos e cartões de crédito de terceiros, o que gerou um rombo financeiro de aproximadamente R$ 38 mil à empresa lesada.

Durante a mesma ocorrência, os agentes encontraram no imóvel drogas e munição de uso restrito, o que fez com que o casal também fosse autuado por tráfico e posse ilegal de munição. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça, após representação da autoridade policial. Com o avanço das investigações, a equipe da DEE conseguiu rastrear a participação da mãe da suspeita presa, que teria orquestrado a logística para que os produtos fossem entregues na casa da filha.

A mentora do golpe foi localizada e detida em seu ambiente de trabalho, também em Várzea Grande. Os investigadores destacaram que o grupo demonstrava habilidade para desviar encomendas enviadas pelos Correios, o que indica certo grau de sofisticação operacional na execução dos crimes. As apurações sugerem que a estrutura utilizada permitia o redirecionamento das entregas com agilidade, dificultando a identificação dos golpistas.

Com o desenrolar do caso, os autos referentes ao tráfico de drogas e à posse de munição foram encaminhados à Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que segue com as investigações sobre esses delitos. Já a apuração do estelionato ficará a cargo da Polícia Civil do Paraná, estado onde está sediada a empresa vítima. As provas já colhidas serão compartilhadas com ambas as unidades, conforme decisão judicial.

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