Um advogado foi encaminhado à Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (29) após tentar ingressar na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, transportando chips de telefonia e bebida alcoólica. A suspeita é de que os itens seriam entregues a detentos da unidade.
A ocorrência foi registrada por volta das 14h40, durante o procedimento padrão de entrada na unidade prisional. O advogado passou pelo equipamento BodyScan, utilizado para fiscalização de todos os visitantes, quando policiais penais identificaram volumes suspeitos na imagem gerada pelo scanner corporal.
Ao ser abordado e questionado, o profissional informou que carregava dois invólucros contendo uísque, acondicionados em recipientes com capacidade aproximada de 100 mililitros. Os objetos foram adaptados a partir de embalagens originalmente utilizadas para armazenar chips telefônicos.
Além da bebida alcoólica, os agentes também localizaram chips de telefonia que, segundo a apuração preliminar, seriam levados para o interior da unidade prisional. A entrada de ambos os itens é expressamente proibida no sistema penitenciário.
Diante do flagrante, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) instaurou procedimentos administrativos com base nos protocolos de segurança da PCE. O advogado foi conduzido à Polícia Civil, onde deverá prestar esclarecimentos e responder pelas medidas legais cabíveis.
A Polícia Penal reforçou que as fiscalizações com BodyScan seguem rigorosamente os padrões de segurança e que ocorrências como essa demonstram a eficácia dos equipamentos no combate à entrada de materiais ilícitos nas unidades prisionais de Mato Grosso. O caso segue sob investigação.












