O turismo de observação da onça-pintada no Pantanal mato-grossense é tema de um levantamento realizado pela Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre (TOVS) e pela WWF-Brasil. O projeto “Transformando a onça-pintada em um ativo para o Pantanal” busca avaliar os impactos econômicos e sociais da atividade, além de identificar formas de fortalecer a conservação ambiental e beneficiar as comunidades locais.
A pesquisa abrange um trecho de 145 quilômetros, entre a Transpantaneira e o Parque Estadual Encontro das Águas, região conhecida pela presença de onças-pintadas. O estudo pretende analisar a movimentação financeira gerada pelo turismo, a distribuição dos recursos entre os setores envolvidos e as condições necessárias para garantir o desenvolvimento sustentável da atividade.
Iniciado em outubro de 2026, o projeto tem conclusão prevista para março de 2027. Uma pesquisa aberta ao público começou no dia 13 de outubro, com participação disponível até 9 de novembro, por meio do site e das redes sociais da iniciativa. Entre os participantes estão turistas, operadores, proprietários rurais, empresários e profissionais do setor.
O levantamento também inclui uma etapa presencial, realizada entre os dias 18 e 22 de outubro, em Porto Jofre e ao longo da Transpantaneira. As atividades envolvem conversas com moradores, gestores públicos, guias, condutores e outros trabalhadores ligados ao turismo. A pesquisa ainda busca identificar a disposição dos visitantes em contribuir com uma possível taxa destinada à conservação ambiental.
Segundo a vice-presidente da Associação TOVS, Suzi Camargo, o objetivo é compreender como a renda gerada pela observação da onça-pintada pode contribuir para a preservação da espécie e para a economia local. O secretário adjunto de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Luis Carlos Nigro, destacou que a participação dos profissionais e empresários é importante para identificar demandas e oportunidades para o setor.
Os resultados deverão auxiliar o poder público e a iniciativa privada no planejamento de ações, na identificação de investimentos e na melhoria da organização turística do Pantanal. A expectativa é que o crescimento da atividade amplie a geração de emprego e renda e distribua os benefícios econômicos entre as comunidades que vivem e trabalham na região.











