A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realiza entre terça e quinta-feira (20 a 22 de outubro), em Cuiabá, a etapa presencial do projeto EducomunicaSUS. A iniciativa busca preparar profissionais da saúde para ampliar as ações de informação e enfrentamento à hanseníase nos municípios do estado.
Com carga horária de 40 horas, a formação reúne 99 trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuam na Atenção Primária, vigilância em saúde, comunicação, educação permanente e coordenação das ações contra a doença. O curso é realizado no formato híbrido e inclui atividades presenciais e virtuais.
Durante a programação, os participantes são distribuídos em quatro oficinas voltadas à produção de textos, áudios, vídeos e imagens. A capacitação aborda a elaboração de mensagens para WhatsApp, cartazes, roteiros para rádio comunitária, vídeos curtos, cards e infográficos, além do uso responsável da inteligência artificial e dos cuidados com acessibilidade e direitos autorais.
Segundo a superintendente da ESP-MT, Silvia Tomaz, a comunicação é uma ferramenta importante para orientar a população sobre os sinais da hanseníase, incentivar a busca por atendimento, favorecer a avaliação de pessoas que tiveram contato com pacientes e contribuir para a continuidade do tratamento. A proposta também busca combater o preconceito e a discriminação relacionados à doença.
A formação teve uma etapa on-line em 25 de setembro e seguirá com atividades orientadas e acompanhamento no ambiente virtual de aprendizagem até novembro. O curso conta com professores especialistas em comunicação e saúde de instituições como Fiocruz, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Ao final da capacitação, cada município deverá contar com um conjunto de materiais de comunicação adaptados à realidade local, incluindo mensagens informativas, áudios e vídeos sobre diagnóstico, tratamento e prevenção do estigma. A iniciativa está alinhada à Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase 2024–2030 e às diretrizes nacionais que defendem o acolhimento e a comunicação sem discriminação. A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.











