Abilio diz que operação da PF foi ‘espetáculo’ e visava propaganda negativa a candidatos

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Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Emanoele Daiane/Secom-CBA

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal há três semanas e que teve como alvos principais o ex-governador e candidato a senador Mauro Mendes (União) e o deputado federal Fábio Garcia (União), seus aliados e familiares. Para Abilio, a ação foi desnecessária, já que o objetivo era apenas apreender os passaportes dos envolvidos. O gestor classificou o caso como um “espetáculo”.

“Pode ter ação da polícia no governo do Estado, no governo federal, em qualquer um pode ter uma operação da polícia e em qualquer tempo, desde que haja uma plausibilidade para que isso possa acontecer. O que é a nossa crítica principal? É transformar isso em espetáculo. Ou seja, foram lá na casa do cara para pegar um passaporte? Só para fazer mídia que foi na casa do cara”, disse o prefeito, sem citar nome de nenhum dos alvos da operação.

“Fez mídia, fez vídeo, postou na internet ‘a polícia está lá na casa do cara’. Saiu com o que? Não pegou o celular do cara, não pegou o computador do cara. Aí é uma crítica a esse posicionamento, você está entendendo? Porque poderia ter solicitado o passaporte dele e ele voluntariamente ir lá entregar? Poderia. Que prejuízo teria?”, acrescentou.

A fala converge com declarações recentes do deputado federal José Medeiros (PL), que disse que apresentaria um projeto de lei para proibir operações da polícia contra candidatos no período de seis meses antes da eleição. A declaração foi muito criticada e o parlamentar recuou da ideia.

Questionado, o prefeito disse que o deputado federal se equivocou no seu modo de se expressar. Disse que não é contra a realização de operações ou a condução de investigações, desde que não sejam usadas para prejudicar determinados candidatos.

“Acredito que o que ele [Medeiros] queria dizer é que essa condução do processo supostamente investigativo é para tumultuar o processo eleitoral. Ou seja, se você tem a intenção de investigar, investigue. O que está acontecendo agora é um escândalo de corrupção agora? Investigue. O que eu sou contra é transformar seletivamente uma operação ou outra em um ato apenas de publicidade eleitoral ou de publicidade negativa do processo”, disse.

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