A endometriose é uma doença crônica que pode provocar dores intensas durante a menstruação, desconforto nas relações sexuais, alterações intestinais e urinárias e, em alguns casos, dificuldades para engravidar. Apesar dos impactos, muitas mulheres ainda convivem por anos com os sintomas antes de receber o diagnóstico.
De acordo com o Ministério da Saúde, a doença pode atingir entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico também pode ser demorado, com um intervalo que pode chegar a sete anos entre o surgimento dos primeiros sintomas e a confirmação da endometriose.
Para a fisioterapeuta Karla Mercedes, é importante diferenciar um desconforto menstrual comum de uma dor que interfere diretamente na rotina. Faltar ao trabalho, deixar de realizar atividades ou evitar relações sexuais por causa da dor são situações que, segundo ela, devem servir de alerta para a busca por avaliação profissional.
A fisioterapia pélvica pode integrar o tratamento multidisciplinar da endometriose, especialmente quando existem alterações musculares e funcionais associadas à dor. A avaliação considera aspectos como a musculatura do assoalho pélvico, pontos de tensão, movimentos que provocam desconforto e os impactos dos sintomas no cotidiano.
A dor durante as relações sexuais também pode afetar a autoestima, os relacionamentos e a qualidade de vida. Karla ressalta que a fisioterapia não cura a endometriose nem substitui o acompanhamento médico, mas pode atuar nas alterações musculares e funcionais relacionadas aos sintomas.
À frente da Uropelv, clínica especializada em saúde uropélvica, nutrição e pilates, em Cuiabá, a fisioterapeuta defende que mulheres com cólicas incapacitantes, dor nas relações ou desconforto pélvico frequente procurem avaliação. Para ela, reconhecer esses sinais é um passo importante para que a dor não seja tratada como algo que a mulher simplesmente precisa aceitar.












