A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), apreendeu um caminhão carregado com madeira ilegal na madrugada desta quinta-feira (16). A ação ocorreu na zona rural de Vila Bela da Santíssima Trindade, especificamente na região da Gleba Seringal, durante patrulhamento tático em áreas estratégicas da fronteira.
A apreensão foi resultado direto das diligências da Operação Protetor das Fronteiras, que visa combater ilícitos transfronteiriços e crimes ambientais na região. Os policiais avistaram um veículo modelo F-4000 estacionado nas proximidades de um estabelecimento comercial, o que motivou a abordagem e a inspeção detalhada da carga transportada.
Durante a vistoria, os agentes confirmaram a presença de madeira da espécie aroeira, protegida por legislação específica. A carga consistia em 36 palanques de aproximadamente três metros de comprimento e 26 lascas de cerca de 2,2 metros. O transporte desta espécie é rigorosamente proibido sem a documentação ambiental necessária, o que configurou a irregularidade.
O responsável pela carga, um homem de 45 anos, foi autuado em flagrante. Ele não apresentou as autorizações exigidas pelos órgãos ambientais para o manejo e transporte do material florestal. Diante da ausência de registros legais, tanto o veículo quanto a madeira foram imediatamente retidos pelas autoridades policiais.
O suspeito foi encaminhado à base da Defron, onde foi submetido a interrogatório. Ele responderá pelo crime de transporte irregular de madeira, conforme previsto no artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais. Pela natureza da infração, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e o indivíduo foi liberado para responder ao processo em liberdade.
A operação reforça a vigilância contínua nas áreas rurais de Mato Grosso, combatendo a exploração predatória dos recursos naturais. A Polícia Civil destaca que a preservação de espécies protegidas, como a aroeira, é prioridade nas ações de repressão, visando desarticular cadeias logísticas que sustentam o mercado clandestino de madeira na região de fronteira.









