A Polícia Civil deflagrou, entre terça e quinta-feira (5 e 7), a Operação “Rota do Grão”, mirando uma organização criminosa especializada no desvio fraudulento de carregamentos de soja e outros cereais. As cargas subtraídas eram posteriormente vendidas no mercado ilegal. As investigações apontam que o grupo teria furtado quatro carregamentos do produto na cidade de Juína, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 500 mil.
Durante a ação policial, foram cumpridos cinco mandados de prisão e nove ordens judiciais de busca e apreensão residencial, autorizadas pelo Judiciário com base em apurações conduzidas pela Delegacia de Juína. Também foram executadas medidas cautelares para apreensão de três conjuntos de carretas utilizados nas atividades criminosas sob investigação.
Os cumprimentos das ordens judiciais ocorreram nos municípios de Nova Mutum, Pedra Preta e Rondonópolis. As equipes contaram com apoio operacional da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar de Nova Mutum e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis. O valor total dos bens apreendidos com o grupo chega a cerca de R$ 1,8 milhão.
Conforme apuraram as investigações, entre os dias 11 e 12 de agosto de 2025, os criminosos interceptaram negociações legítimas para o envio dos grãos entre empresas de transporte e armazenamento. Mediante artifícios, induziram as duas companhias a erro, viabilizando o furto das quatro cargas em Juína, avaliadas em mais de meio milhão de reais.
Para executar o golpe, o bando utilizou documentos falsificados e adulterados, incluindo notas fiscais, Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH), guias de transporte e sinais identificadores de veículos. O delegado Jean Andrade Araújo, responsável pelo caso, afirmou que as condutas podem configurar crimes como estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e adulteração de sinal identificador de veículo.
As apurações seguem em andamento com o objetivo de localizar o paradeiro das cargas subtraídas e investigar a existência de outros integrantes do grupo criminoso. As autoridades também buscam identificar possíveis ramificações interestaduais do esquema fraudulento.











