Polícia Civil prende três suspeitos de aplicar golpes pela internet a partir de Cuiabá

04 á 12/08 - Banner Secundario - Camara de CBA -  PI 17100

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, nesta terça-feira (1º), sete ordens judiciais contra um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet utilizando falsas identidades e contas bancárias de terceiros. A ação faz parte da Operação Fake Eagle, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, e ocorre em diferentes endereços de Cuiabá.

Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. Os investigados são apontados como integrantes do núcleo operacional do grupo, que teria utilizado contas bancárias, chaves Pix, celulares e linhas telefônicas registradas em diferentes estados para dificultar a identificação dos responsáveis.

As investigações começaram após uma tentativa de golpe contra uma empresa de Esteio (RS). Uma funcionária recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um número que utilizava a foto do diretor da empresa e solicitava uma transferência de aproximadamente R$ 29 mil. A fraude não foi concluída porque a vítima desconfiou da abordagem.

A partir da conta bancária indicada para receber o dinheiro, os investigadores rastrearam informações bancárias, telefônicas e digitais até chegar a suspeitos que atuavam em Cuiabá. Segundo a investigação, um dos números utilizados na tentativa de golpe possuía DDD 51, embora os dados das antenas de telefonia apontassem que o aparelho estava sendo utilizado na capital mato-grossense.

Os investigadores também identificaram outros 14 números com DDD 51 e diversas contas digitais e bancárias supostamente utilizadas para movimentar os valores. O dinheiro recebido era rapidamente transferido para outras contas, algumas em nome de terceiros, em uma tentativa de dificultar o rastreamento das operações.

As equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), de Mato Grosso, auxiliam no cumprimento das ordens expedidas pela Justiça. Os investigados poderão responder por tentativa de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa, além de outros crimes que possam ser identificados durante a análise do material apreendido.

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