A Polícia Civil de Mato Grosso realiza, nesta quarta-feira (2), a Operação Sacrilegium, que investiga a atuação de uma quadrilha especializada em furtos a apartamentos de alto padrão em Cuiabá. A ação conta com apoio da Polícia Civil de São Paulo e busca cumprir 20 determinações judiciais, entre elas mandados de busca, prisão preventiva e internação de adolescente.
Segundo a investigação, os suspeitos mantinham uma rotina de viagens entre São Paulo e Mato Grosso para executar os crimes. O grupo teria escolhido previamente os condomínios e levantado informações sobre moradores, acessos e horários antes de colocar os planos em prática. Depois das ações, os integrantes deixavam Cuiabá e seguiam de volta para São Paulo.
Um dos crimes analisados aconteceu em abril de 2025, em um condomínio localizado no bairro Duque de Caxias. A apuração indica que os criminosos conseguiram descobrir que a moradora estava fora do imóvel e, aproveitando a situação, entraram no apartamento e levaram joias, objetos de alto valor e dinheiro em diferentes moedas. A estimativa inicial é de que o prejuízo tenha chegado a aproximadamente R$ 300 mil.
A polícia também conseguiu acompanhar parte do trajeto feito pelos investigados por meio de imagens e registros de rodovias. As informações apontaram que o veículo associado ao grupo chegou ao estado pouco antes do crime e saiu de Mato Grosso horas depois. Outro caso, ocorrido em setembro do mesmo ano, permitiu aos investigadores apreender um veículo e celulares que teriam sido utilizados durante a atividade criminosa.
Além das buscas e da prisão, a Justiça autorizou medidas financeiras contra os investigados, incluindo a quebra de sigilos bancários e o bloqueio de até R$ 300 mil. A Polícia Civil pretende encontrar bens que possam estar relacionados aos furtos, identificar outros participantes e descobrir o destino dos valores e objetos retirados das residências.
A Operação Sacrilegium é resultado de dois inquéritos conduzidos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. O nome escolhido para a ação faz alusão à violação do ambiente doméstico das vítimas, que, conforme a Constituição, possui proteção especial relacionada à privacidade, intimidade e segurança.









