Policiais militares realizam treinamento físico e operacional em Cuiabá. Mato Grosso deve receber em breve novos policiais, ampliando o efetivo nas ruas.
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A Operação Vinculum Sanguinis, deflagrada pela Polícia Civil de MT, cumpriu 23 ordens judiciais em quatro cidades, resultando na prisão de três pessoas e apreensão de 25 tabletes de cocaína. O grupo criminoso é investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
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Um adolescente foi detido ao tentar fugir de uma ação policial no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá, onde foram apreendidas porções de cocaína, maconha, pasta base, celulares, dinheiro e materiais para embalar drogas. A mãe do menor também foi conduzida à Central de Flagrantes.
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Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Cristina Guerreiro/A Gazeta
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22), a Operação Vinculum Sanguinis para desarticular um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Sinop e municípios da região norte do Estado. Ao todo, foram expedidas 23 ordens judiciais contra integrantes da facção.
A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e cumpre um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de 11 contas bancárias que somam mais de R$ 1,2 milhão. Também foram determinados o sequestro de três veículos e cinco imóveis.
As ordens judiciais são cumpridas em Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com apoio da GCCO/Draco da Capital. Segundo a Polícia Civil, o grupo era responsável pelo transporte de grandes carregamentos de cocaína da região de Pontes e Lacerda, na fronteira com a Bolívia, até o norte mato-grossense.
Até o momento, a operação resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro em espécie, cujo valor ainda será contabilizado. Três pessoas já foram presas, uma por mandado judicial e duas em flagrante por tráfico de drogas.
As investigações começaram em outubro de 2025, após a prisão de dois suspeitos em Cláudia com um quilo de pasta base de cocaína. Conforme a Draco, o caso, inicialmente tratado como um flagrante isolado, revelou uma estrutura criminosa organizada para o transporte sistemático de entorpecentes ao longo de mais de 700 quilômetros.
Durante as apurações, os investigadores identificaram que o grupo utilizava rotas entre Pontes e Lacerda e Sinop para abastecer o tráfico na região norte do Estado. Em março deste ano, a Draco já havia apreendido 525 quilos de cocaína e pasta base ligados à mesma organização criminosa durante a Operação Aurora Pantaneira.
Além do tráfico, a polícia aponta que os investigados utilizavam empresas, familiares e terceiros para ocultar recursos obtidos com o crime. O esquema envolvia movimentações financeiras consideradas suspeitas e uso de “laranjas” para esconder patrimônio.
As medidas patrimoniais determinadas pela Justiça ultrapassam R$ 3,2 milhões em bens bloqueados e sequestrados, incluindo apartamentos, terrenos e uma residência em Cuiabá e Várzea Grande. Entre os alvos estão duas empresas, dos setores de segurança eletrônica e metalurgia.
De acordo com o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelo caso, a investigação revelou uma organização estruturada, com divisão de funções e forte ligação familiar entre os integrantes.
“O grupo utilizava vínculos familiares e relações de confiança para movimentar dinheiro e ocultar patrimônio oriundo do tráfico de drogas”, afirmou o delegado.
O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, significa “laço de sangue”, em latim, em referência à relação familiar existente entre os integrantes da facção criminosa.
Fonte: Agencia Brasil, créditos da imagem: © Tomaz Silva/Agência Brasil
Na data que marcou a passagem dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, 20 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou quatro leis e assinou dois decretos que compõem um pacote de novas medidas para proteger as mulheres em ambiente físico e na internet.![]()
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A mudança da legislação cria mais meios para o Estado assegurar direitos às mulheres em diferentes situações de violência, e ainda estabelece mecanismos para que a sociedade possa também exercer vigilância e acionar responsabilidades.
A Lei 15.409/2026 cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM) – um banco de dados com informações estaduais e federais sobre homens condenados por crimes de violência contra as mulheres.
No cadastro estarão reunidas em tempo real informações sobre quem a Justiça sentenciou como culpado por:
O cadastro facilita a localização de criminosos foragidos. Isso previne crimes, reduz riscos de reincidência, inclusive quando os agressores mudarem de estado. A lei entra em vigor em 60 dias a contar a partir de 21 de maio.
A Lei 15.410/2026 foi sancionada para “reforçar a proteção da mulher vítima de violência doméstica e familiar”, inclusive em caso de reiteração de ameaças ou episódios de violência por parte de agressores condenados ou submetidos a prisão provisória.
A mesma lei define como tortura “a submissão reiterada da mulher a intenso sofrimento físico ou mental, no contexto de violência doméstica e familiar.”
Já a Lei 15.411/2026 modifica a Lei Maria da Penha ao determinar o afastamento imediato do agressor “do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida”.
Enquanto isso, a Lei 15.412/2026 facilita a execução de medidas judiciais como a determinação do pagamento de pensão alimentícia e outras decisões para garantir a proteção financeira da vítima e dos filhos durante o andamento do processo judicial.
As três leis que tornam a aplicação de dispositivos legais mais ágeis e abrangentes já estão em vigor.
Além de sancionar a legislação para aumentar a segurança física, mental e alimentar das mulheres vítimas da violência, o presidente da República assinou o Decreto 12.976/2026 para o enfrentamento da violência contra mulheres e meninas em ambiente digital.
A nova norma se soma ao Decreto 12.975/2026, que atualiza a aplicação do Marco Civil da Internet, na proteção de qualquer cidadão, seja mulher ou homem, em conformidade com decisões do Supremo Tribunal Federal. Entre as decisões do STF está a de estender todas as proibições contidas na legislação brasileira ao ambiente da internet, independente da origem do capital da plataforma.
Com as duas medidas, as plataformas digitais passam a ser obrigadas a agir com mais empenho e rapidez para a prevenção de crimes e de mensagens abusivas e ilegais.
Ao receber uma denúncia, a plataforma deverá analisar a reclamação e confirmando que a mensagem incorre em crime, o conteúdo terá de ser removido imediatamente. A decisão deverá ser comunicada pela plataforma ao responsável pela publicação.
Por exemplo, as redes sociais terão até duas horas, após a reclamação, para retirar de publicação de imagens de nudez não consentida. Conteúdos removidos não poderão ser repostados na mesma plataforma. O decreto 12.976/2026 abrange imagens íntimas ou de nudez produzidas por meio de inteligência artificial.
A Agência Nacional de Proteção dos Dados (ANDP) fiscalizará o cumprimento das obrigações impostas às plataformas, inclusive verificando diligência na adoção de medidas para prevenir e reduzir a circulação de conteúdos criminosos.
Fonte: Agencia Brasil, créditos da imagem: © dra.deolanebezerra/Instagram
Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.![]()
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Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.
O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.
Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.
A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.
De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.
Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.
“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.
O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.
“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.
Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.
Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.
“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), usou a tribuna na quarta-feira (20) para cobrar do governador Otaviano Pivetta (Republicano) a isenção de impostos estaduais incidentes sobre os medicamentos do programa Farmácia Popular. A motivação veio após uma conversa com um comerciante do bairro Pedra 90, em Cuiabá.
O parlamentar protocolou o requerimento nº 332/2026, direcionado à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), solicitando um levantamento da carga tributária que recai sobre os itens do programa. Ele defende que zerar o ICMS terá impacto reduzido na arrecadação estadual, mas trará alívio significativo para as famílias mais vulneráveis de Mato Grosso.
Segundo Russi, o governador Pivetta já demonstrou sensibilidade quanto à redução da carga tributária. “Se conseguirmos zerar o imposto estadual desses produtos da Farmácia Popular, o impacto na receita do Estado será muito pequeno, mas o alívio para as famílias será gigantesco”, afirmou.
A iniciativa ganhou força após o deputado conhecer a realidade de Lenilson Rosa, empresário que atende mensalmente mais de 1.800 pessoas por meio do programa federal. O programa distribui remédios para asma, diabetes, hipertensão, Parkinson, glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes. O comerciante relatou que a alta carga tributária muitas vezes inviabiliza a operação, obrigando-o a tirar dinheiro do próprio bolso para não deixar pacientes carentes sem tratamento.
Russi pediu sensibilidade ao governador e lembrou que a atual gestão já sinalizou o desejo de reduzir a carga tributária em Mato Grosso. O foco é garantir que as farmácias de todo o estado consigam manter o atendimento social e que itens essenciais cheguem a quem mais precisa sem o peso dos impostos.
“É conversando com a população que detectamos a real necessidade lá na ponta, e a Assembleia Legislativa vai fazer a sua parte para dar condições a comerciantes como o seu Lenilson e garantir o remédio aos que mais precisam”, finalizou o deputado.