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“Botão vai trazer uma segurança maior nas corridas”, diz motorista por aplicativo sobre Vigia Mais Motorista
O programa Vigia Mais Motorista, criado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), vai trazer mais sensação de segurança para os profissionais durante as corridas. É o que afirma a motorista por aplicativo Karine da Silva Rodrigues, de 38 anos.
“É um canal direto de comunicação com a polícia. Entendemos que, através desse botão, vamos estar sendo monitorados no momento em que for acionado. É um grande avanço do Governo e de todos os envolvidos o aprimoramento dessa plataforma. Acredito que vai trazer mais respaldo para nós e inibir quem for querer fazer qualquer coisa”, disse.
O Vigia Mais Motorista busca aumentar a segurança dos condutores de motocicletas, carros e caminhões que atuam profissionalmente. A iniciativa conecta esses motoristas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) por meio de um botão do pânico, sem custo para o usuário.
Motorista por aplicativo há cerca de cinco anos, Karine contou que a sensação de insegurança é presente no dia a dia do trabalho. As corridas são a sua única fonte de renda atualmente.
“São pessoas totalmente diferentes que entram a todo momento no nosso veículo, mas não deixo essa sensação me dominar. Acaba que nos acostumamos dentro do trabalho. Se sentimos que estamos indo pegar um passageiro em um local que não é legal, não vamos. Em determinados horários, por exemplo, eu não vou para certos bairros”, pontuou.
A motorista disse que os únicos recursos de segurança, antes do botão, eram aqueles disponibilizados pela própria plataforma, ou criados em conjunto com os demais colegas condutores, como compartilhar a localização em tempo real e manter contato por um aplicativo que simula rádio comunicadores.
“Antes do botão, se pegássemos uma corrida considerada suspeita, pedíamos para os demais do grupo ficar antenados e acompanhar a localização em tempo real. Fomos procurando esses recursos até chegar o botão”, disse.
O botão está disponível em forma aplicativo, para sistemas iOS e Android, e permite chamadas pelo botão de emergência e chat para comunicação com o operador.
Após o acionamento do botão, o motorista tem cinco segundos para cancelar, em caso de engano. Após esse tempo, uma viatura é acionada para o local.
Outra opção é um botão de pânico semelhante ao utilizado por mulheres vítimas de violência sob proteção judicial e nas escolas da Rede Estadual de Ensino. Além disso, a Sesp irá implementar o comando de voz à plataforma, com cadastramento do usuário e uma palavra-chave individual, que terá a mesma função do botão de emergência.
Cadastro online
Para aderir ao programa, o motorista precisa se cadastrar online. Os interessados precisam preencher um formulário com dados pessoais e do veículo, e assinar um termo de responsabilidade. Acesse AQUI.
Somente após o cadastro online, os condutores poderão realizar o treinamento e, assim, se tornar aptos a utilizar a ferramenta.
Dúvidas sobre o programa Vigia Mais Motorista podem ser esclarecidas pelo número (65) 98145-0434, das 8h às 12 e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira.
Programa Remédio em Casa realizou 14.439 entregas desde seu lançamento em 2023
O programa Remédio em Casa, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES) por meio da Farmácia Estadual, já realizou 14.439 entregas de medicamentos desde a sua implementação, em junho de 2023.
Atualmente, o programa atende pacientes de 23 municípios de Mato Grosso e beneficia o total de 2.573 cidadãos no estado. Foram realizadas 6.801 postagens no ano de 2023 e, até o momento, 7.638 envios em 2024.
O Remédio em Casa busca facilitar o acesso dos pacientes aos medicamentos, realizando as entregas diretamente em suas residências. O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou que o projeto é uma maneira de estimular a adesão aos tratamentos e promover mais qualidade de vida aos pacientes.
“O programa Remédio em Casa representa um avanço significativo na promoção da saúde e bem-estar dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso, pois garante que medicamentos essenciais cheguem diretamente em suas casas, não apenas facilitando o acesso ao tratamento, mas também promovendo a adesão”, afirmou o secretário.
Segundo a superintendente da Assistência Farmacêutica da SES, Queli Neves, o programa atende, em média, 800 pacientes por dia e fornece as medicações necessárias a diversos tratamentos. O atendimento prioriza pacientes com necessidades de acessibilidade, como pessoas com asma e transplantados.
“Ao reduzir o contato presencial nas farmácias, o serviço é especialmente benéfico para pacientes com diversas patologias, incluindo os imunossuprimidos, que possuem maior vulnerabilidade devido ao sistema imunológico comprometido. Então, o programa torna o processo mais seguro e confortável aos pacientes”, explicou.
Entre os pacientes atendidos, estão pessoas com condições como Asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Glaucoma, Hipertensão Arterial Pulmonar, Púrpura Trombocitopênica Idiopática, Imunossupressão após transplantes cardíacos, renais e hepáticos, Diabetes Mellitus, Artrite Reumatóide, Dislipidemia (para prevenção de eventos cardiovasculares e pancreatite), e para a prevenção de tromboembolismo venoso em gestantes com trombofilia, entre outras doenças.
“Ficamos contentes por executar um programa tão benéfico para os cidadãos que são atendidos pela Farmácia Estadual. A SES está empenhada em expandir a cobertura do programa, garantindo que mais pacientes e municípios de Mato Grosso possam se beneficiar desta iniciativa”, concluiu a secretária adjunta de Unidades Especializadas da SES, Caroline Dobes.
Como é realizada a entrega
A Farmácia Estadual realiza a separação e o empacotamento dos medicamentos do paciente no programa Remédio em Casa. Um profissional dos Correios realizará a coleta na unidade e transportará a encomenda para um Centro de Distribuição. Posteriormente, o medicamento será direcionado ao endereço cadastrado.
Apenas o paciente, um responsável legal ou representantes autorizados, que possuam declaração de autorização registrada junto à farmácia, poderão receber o medicamento. Para receber a encomenda é necessário que a pessoa apresente documento original com foto e assinar um termo no ato da entrega.
São feitas três tentativas de entrega. Caso a entrega não seja viável, o paciente poderá fazer a retirada na Farmácia Estadual.
MÍDIA NEWS
Homem é morto com facadas no peito durante briga em bar de MT
Um homem identificado como Claudio Rodrigues Pires, de 44 anos, foi assassinado em Vila Rica (1.140 km a nordeste de Cuiabá), na madrugada deste domingo (18).
Conforme a Polícia Militar, o crime ocorreu no Bar do Gauchinho, por volta das 3h. O suspeito do homicídio, um homem de 64 anos, teria iniciado uma briga com Claudio, momento em que sacou um canivete e o esfaqueou.
Apesar do socorro ter sido acionado, quando os médicos chegaram, a vítima já estava morta na calçada do bar. Segundo o B.O., os ferimentos foram no peito.
Os policiais realizaram buscas pela região, mas não conseguiram localizar o autor do crime.
Após a perícia no local, o corpo de Claudio foi encaminhado para exame de necropsia.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
MÍDIA NEWS
Hospital de Câncer: Mendes não assumirá dívida: “Se a Prefeitura deve, tem que pagar”
O governador Mauro Mendes (União) quer que o Estado assuma os repasses para o Hospital de Câncer, que atualmente são feitos pela Prefeitura de Cuiabá.
A ideia é que, caso o Executivo estadual assuma o contrato, não voltem a ocorrer atrasos nos repasses. Em janeiro, o montante devido pela Prefeitura ao hospital era superior a R$ 17,8 milhões.
Apesar da disponibilidade, Mendes afirma que não vai cobrir eventuais calotes do Município.
“Nós não vamos assumir dívida de ninguém. Se a Prefeitura deve, a Prefeitura vai ter que pagar. O Estado assumindo pode garantir que não haverá mais atrasos, como não tem havido [com] a grande maioria de todos os nossos fornecedores”, disse.
MÍDIA NEWS
Associação entra com ação em MT contra Elon Musk para barrar uso de IA em rede social
GAZETA DIGITAL
Tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá uma ação da Associação de Defesa de Direitos Digitais (ADDD) contra a rede social X, do bilionário norte-americano Elon Musk, buscando impedir que a empresa utilize dados pessoais dos usuários para treinamento de seu modelo de inteligência artificial, o Grok1.
A ADDD entrou com um pedido de tutela cautelar antecedente contra a X Brasil Internet Ltda buscando uma determinação judicial para que a empresa “suspenda imediatamente o treinamento de modelos de IA generativa com dados pessoais dos usuários das plataformas de rede social X”.
Apontou que a X Brasil é subsidiária da X Corp., que foi “estabelecida pelo magnata dos negócios Elon Musk em 2023 como sucessora do Twitter” e tem sede em São Francisco, no estado da Califórnia (EUA).
Citou que a Meta, empresa dona do Facebook e do Instagram, estaria treinando seus sistemas de inteligência artificial com dados obtidos em suas redes sociais, sem o consentimento prévio dos usuários. O mesmo estaria ocorrendo com a X.
“A denúncia provocou a reação dos órgãos reguladores tanto na Europa quanto aqui no Brasil, que tomaram providências para suspender o tratamento de dados ilegal (…). Denúncia semelhante recai sobre a empresa demandada. Segundo notícias que começaram a circular (…), a rede social X (antigo Twitter) está utilizando o conteúdo das postagens de seus usuários para treinar (…) seu modelo de inteligência artificial, mas sem pedir permissão aos titulares dos dados”, disse.
A autora da ação disse ainda que, na tentativa de legitimar esta atividade, a plataforma alterou recentemente sua política de privacidade, que agora prevê que os dados obtidos com as postagens são utilizados no treinamento da IA.
“Colocou a configuração dos dados para treinamento de seu sistema de IA como padrão, sem dar opção pelo aplicativo para alteração dessa função. Dessa forma, a utilização de dados dos usuários para treinar seu modelo de IA ocorre automaticamente. Apenas disponibilizou uma opção para desativação na versão web da rede social X, mas sem esclarecer nada aos usuários”, denunciou.
A associação argumentou que a exigência de que o usuário tome a iniciativa para registrar sua discordância com esta prática é ilegal, pois a empresa “é que tem o dever de pedir-lhes permissão para utilizar seus dados em nova finalidade”.
Afirmou também que mesmo que um usuário recuse isso, a X continuará a usar os dados decorrentes destas postagens, como nos compartilhamentos por outros membros da rede social.
“Descumprir a legislação sobre proteção de dados, a X se utiliza de práticas comerciais abusivas e enganosas, em completo desrespeito aos brasileiros e às instituições brasileiras”, disse a ADDD.
Ao analisar o caso, porém, o juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, pontuou que não seria possível atender ao pedido neste momento, pois não foi apresentado nos autos do processo qualquer documento que pudesse comprovar os fatos alegados.
“Muito embora o caso dos autos envolva matéria relevante relacionada à proteção de dados, o pedido de tutela cautelar formulado não comporta deferimento, na medida em que se faz necessário maiores esclarecimentos para elucidação dos fatos”, esclareceu.
Além disso, o magistrado pontuou que estas acusações ainda estão sendo apuradas. Ele, então, indeferiu o pedido de tutela cautelar, mas deu prazo de 30 dias para que a ADDD formule o pedido principal.
“Há matérias jornalísticas informando que a Agência Nacional de Proteção de Dados –ANPD, abriu processo de averiguação do suposto uso dos dados pela empresa demandada, assim como foi feito com a empresa META, circunstância que evidencia, a priori, que o alegado uso de dados ainda está sob objeto de averiguação”, considerou o juiz.
Os anos 80 e o início da década de 90 foi um período de hiperinflação na economia brasileira. Diante desse contexto, muitos cuiabanos começaram a se reunir no centro da capital para obter seu sustento do comércio informal. Estima-se que, em 1992, já havia cerca de 400 vendedores no local. Sob a justificativa de organizar a região central, em abril de 1995 os trabalhadores foram realocados, em meio a conflitos e controvérsias, para uma instalação no Dom Aquino, formando o Shopping Popular. No dia 15 de julho deste ano, entretanto, o local tornou-se ruínas após um incêndio, cujas chamas foram rapidamente alastradas. Em meio a um choque coletivo, 600 comércios foram afetados. A comerciante Lediane da Silva Oliveira, 42, começou a trabalhar no local aos 16 anos de idade. Ela relembra que por ter hábito de trabalhar aos domingos, esteve presente no dia anterior ao incêndio. Como de costume, ela fez uma faxina em sua banca e também contabilizou o inventário. Quando chegou a casa, todavia, por algum motivo não conseguia adormecer. Em questão de horas, recebeu a notícia da tragédia. Luiz Leite “Eu trabalho todos os domingos. Todos os domingos. No dia 14 de junho eu estava aqui. Eu vim, limpei, organizei toda a minha loja. Tudo que eu tinha, eu sei o que tinha lá, porque eu dei uma faxina na loja. Eu não conseguia dormir e não entendia o porquê” comenta. Quando finalmente pegou no sono, à meia noite, foi acordada de madrugada pela vizinha de Box. “3 e pouco a minha vizinha ligou chorando, nervosa. Falando, ‘Leda está pegando fogo no shopping’”. Em seguida, começou a ver fotos e vídeos do fogo tomando conta. Teve a reação de pedir ao marido para ir ao local “E eu falei, meu Deus, o que eu faço? Eu falei amor, vamos lá pra gente vê. Mas assim, eu não vinha com certeza de salvar alguma coisa, mas de ver realmente, porque a gente só acredita vendo.” acrescenta. No local, ela comenta que: “Não tinha nem o que fazer. O shopping já estava a metade dele, já pegando fogo, queimando. Os bombeiros já estavam, mas eu acho que não tinha nem o que eles fazerem também, não conseguiam apagar. A proporção do fogo era muito grande. Aí a gente só ficou olhando e muita gente estava dormindo, nem sabia. Aí que eu comecei a ligar para quem eu lembrava, porque você fica assim, transtornado. Você dorme com a sua loja, outro dia, uma rotina normal, você já não tem mais nada, porque foi tudo consumido com fogo. ” Nos dias em que se seguiram comerciantes começaram a se alocar próximo às ruínas em procura de um recomeço. Lediane também seguiu esses passos. Por ter experiência de anos no shopping popular, a vendedora de óculos compara a volta ao início do camelô. Um lugar amontoado, apertado e quente, com trabalhadores tentando tirar o seu sustento. “[O Shopping Popular] Ele já tem uma história, de lá da pracinha do centro para vir para cá nesse lugar que foi realocado. Então você acorda de um dia para o outro, dessa trajetória de quase 30 anos que ele tem. E no outro dia você acordar e não tem nada. Aí eu fui no primeiro dia eu fiquei muito triste, chorei bastante. No segundo dia eu já levantei minha cabeça”. Lediane, atualmente, estuda para se tornar técnica de ótica. Seu sonho é que a loja que vende armação para óculos, no futuro, passe a ser uma ótica. Para isso, ela espera contar com ajuda dos clientes. “A única coisa em que queria falar é para a sociedade vir, né, é dar essa oportunidade de um recomeço para todo mundo que está aqui”. Ela destaca, em especial, comerciantes mais antigos que não trabalham com redes sociais: “Depende de um cliente físico para poder vender, né, não trabalha online, não faz entrega. Então tem muita gente mais antiga, né, e depende disso aqui.” Luiz Leite Entre um dos vendedores com mais idade está Paulo Dorta de Oliveira, 76, que trabalha com gravação de músicas em pen drives. O idoso começou a trabalhar no Shopping em 2007, na banca de eletrônicos que o filho abriu após ficar desempregado. Com o tempo, o filho mudou a loja para o fora do shopping, mas Paulo permaneceu em um canto da banca alugada. Quinze dias antes do incêndio, contudo, Paulo tinha se mudado para o quiosque, só dele, no segundo piso. “Eu fiquei chocado na hora porque eu liguei a televisão para assistir um programa normal. Porque eu assistia todos os dias, 6 horas, e já entrou a notícia do incêndio. Eu fiquei arrasado, descontrolado, não sabia o que fazer.” Nos dias seguintes, ao observar que alguns feirantes tinham retomado os serviços, ele resolveu voltar também. Paulo relata como surgiu a ideia de trabalhar no meio, 17 anos atrás. “Por acaso, eu estava atendendo o balcão. Passou uma pessoa com o pen drive na mão, reclamando que no shopping ninguém gravava música em pen drive. Aí eu tinha no computador umas músicas do meu consumo, o que eu ouvia. Dai me propus a gravar para ele. Ele olhou, gostou. Eu gravei bastante música pra ele. Aí ele perguntou, ‘quanto que é? ’ Eu falei, não, isso aí é cortesia. Você não precisa pagar nada não”. O cliente, então, enfiou a mão no bolso e retirou 10 reais. “Eu peguei os 10 e falei ‘poxa, se aparecer 5 desses por dia…’, naquele tempo em 2007” acrescenta. Contrariando a era do streaming, por mais que a tecnologia tenha atrapalhado seu negócio, Paulo comenta que ainda hoje recebe demanda para salvar as músicas no dispositivo. Sertanejo é o ritmo musical mais procurado. Gospel e flashback também são consumidos. Sobre o recomeço, ele afirma que “A gente tem que batalhar, é o que restou pra nós hoje. É isso. E enfrentar aí, até o fim. Vai dar certo de novo. Nós temos fé.”
GAZETA DIGITAL
Pela primeira vez na história, informações sobre identidade de gênero e orientação sexual foram incluídas na ficha de registro de candidaturas das eleições. A demanda é reivindicada há muito tempo por representantes da comunidade LGBTQIA+ e foi implementada nas eleições de 2024.
Nos dados registrados no DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 10.831 candidatos a prefeito, vice e vereadores em Mato Grosso, 5.968 optaram por não informar sua orientação sexual, o que representa 55,10% dos candidatos.
Por outro lado, 44,90%, ou seja, 4.863 em números totais, utilizaram da opção de informar a sexualidade.
Das pessoas que informaram a orientação, 98,91% se declaram heterossexuais, o total de 4.810 candidatos. Outros 22 informam ser gays, 12 lésbicas, 10 bissexuais, 3 assexuais e 1 pansexual.
Nas informações sobre identidade de gênero, 85% se declararam cisgênero e 15% preferiram não informar.
Outra novidade é a utilização do nome social, o que permite que todos possam ser chamados pelo nome com o qual se identificam e o reconhecimento da identidade de gênero. Em Mato Grosso, 7 pessoas utilizam do nome social nestas eleições, concorrendo nos municípios de Campo Novo do Parecis, Diamantino, General Carneiro, Jangada, Nobres, Paranatinga e São Félix do Araguaia.
O MDB lidera em candidaturas que utilizam o número social, com 4 pessoas. O PSB possui 3 registros.
Camelôs relembram início do Shopping Popular e relatam dia do incêndio
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Os anos 80 e o início da década de 90 foi um período de hiperinflação na economia brasileira. Diante desse contexto, muitos cuiabanos começaram a se reunir no centro da capital para obter seu sustento do comércio informal. Estima-se que, em 1992, já havia cerca de 400 vendedores no local. Sob a justificativa de organizar a região central, em abril de 1995 os trabalhadores foram realocados, em meio a conflitos e controvérsias, para uma instalação no Dom Aquino, formando o Shopping Popular.
No dia 15 de julho deste ano, entretanto, o local tornou-se ruínas após um incêndio, cujas chamas foram rapidamente alastradas. Em meio a um choque coletivo, 600 comércios foram afetados.
A comerciante Lediane da Silva Oliveira, 42, começou a trabalhar no local aos 16 anos de idade. Ela relembra que por ter hábito de trabalhar aos domingos, esteve presente no dia anterior ao incêndio. Como de costume, ela fez uma faxina em sua banca e também contabilizou o inventário. Quando chegou a casa, todavia, por algum motivo não conseguia adormecer. Em questão de horas, recebeu a notícia da tragédia.
Luiz Leite
“Eu trabalho todos os domingos. Todos os domingos. No dia 14 de junho eu estava aqui. Eu vim, limpei, organizei toda a minha loja. Tudo que eu tinha, eu sei o que tinha lá, porque eu dei uma faxina na loja. Eu não conseguia dormir e não entendia o porquê” comenta.
Quando finalmente pegou no sono, à meia noite, foi acordada de madrugada pela vizinha de Box. “3 e pouco a minha vizinha ligou chorando, nervosa. Falando, ‘Leda está pegando fogo no shopping’”. Em seguida, começou a ver fotos e vídeos do fogo tomando conta. Teve a reação de pedir ao marido para ir ao local “E eu falei, meu Deus, o que eu faço? Eu falei amor, vamos lá pra gente vê. Mas assim, eu não vinha com certeza de salvar alguma coisa, mas de ver realmente, porque a gente só acredita vendo.” acrescenta.
No local, ela comenta que: “Não tinha nem o que fazer. O shopping já estava a metade dele, já pegando fogo, queimando. Os bombeiros já estavam, mas eu acho que não tinha nem o que eles fazerem também, não conseguiam apagar. A proporção do fogo era muito grande. Aí a gente só ficou olhando e muita gente estava dormindo, nem sabia. Aí que eu comecei a ligar para quem eu lembrava, porque você fica assim, transtornado. Você dorme com a sua loja, outro dia, uma rotina normal, você já não tem mais nada, porque foi tudo consumido com fogo. ”
Nos dias em que se seguiram comerciantes começaram a se alocar próximo às ruínas em procura de um recomeço. Lediane também seguiu esses passos. Por ter experiência de anos no shopping popular, a vendedora de óculos compara a volta ao início do camelô. Um lugar amontoado, apertado e quente, com trabalhadores tentando tirar o seu sustento.
“[O Shopping Popular] Ele já tem uma história, de lá da pracinha do centro para vir para cá nesse lugar que foi realocado. Então você acorda de um dia para o outro, dessa trajetória de quase 30 anos que ele tem. E no outro dia você acordar e não tem nada. Aí eu fui no primeiro dia eu fiquei muito triste, chorei bastante. No segundo dia eu já levantei minha cabeça”.
Lediane, atualmente, estuda para se tornar técnica de ótica. Seu sonho é que a loja que vende armação para óculos, no futuro, passe a ser uma ótica. Para isso, ela espera contar com ajuda dos clientes.
“A única coisa em que queria falar é para a sociedade vir, né, é dar essa oportunidade de um recomeço para todo mundo que está aqui”. Ela destaca, em especial, comerciantes mais antigos que não trabalham com redes sociais: “Depende de um cliente físico para poder vender, né, não trabalha online, não faz entrega. Então tem muita gente mais antiga, né, e depende disso aqui.”
Luiz Leite
Entre um dos vendedores com mais idade está Paulo Dorta de Oliveira, 76, que trabalha com gravação de músicas em pen drives. O idoso começou a trabalhar no Shopping em 2007, na banca de eletrônicos que o filho abriu após ficar desempregado. Com o tempo, o filho mudou a loja para o fora do shopping, mas Paulo permaneceu em um canto da banca alugada. Quinze dias antes do incêndio, contudo, Paulo tinha se mudado para o quiosque, só dele, no segundo piso.
“Eu fiquei chocado na hora porque eu liguei a televisão para assistir um programa normal. Porque eu assistia todos os dias, 6 horas, e já entrou a notícia do incêndio. Eu fiquei arrasado, descontrolado, não sabia o que fazer.”
Nos dias seguintes, ao observar que alguns feirantes tinham retomado os serviços, ele resolveu voltar também. Paulo relata como surgiu a ideia de trabalhar no meio, 17 anos atrás.
“Por acaso, eu estava atendendo o balcão. Passou uma pessoa com o pen drive na mão, reclamando que no shopping ninguém gravava música em pen drive. Aí eu tinha no computador umas músicas do meu consumo, o que eu ouvia. Dai me propus a gravar para ele. Ele olhou, gostou. Eu gravei bastante música pra ele. Aí ele perguntou, ‘quanto que é? ’ Eu falei, não, isso aí é cortesia. Você não precisa pagar nada não”. O cliente, então, enfiou a mão no bolso e retirou 10 reais. “Eu peguei os 10 e falei ‘poxa, se aparecer 5 desses por dia…’, naquele tempo em 2007” acrescenta.
Contrariando a era do streaming, por mais que a tecnologia tenha atrapalhado seu negócio, Paulo comenta que ainda hoje recebe demanda para salvar as músicas no dispositivo. Sertanejo é o ritmo musical mais procurado. Gospel e flashback também são consumidos.
Sobre o recomeço, ele afirma que “A gente tem que batalhar, é o que restou pra nós hoje. É isso. E enfrentar aí, até o fim. Vai dar certo de novo. Nós temos fé.”
Viúva do piloto da Voepass posta vídeo enviado por ele antes de um voo
Thalita Valente Machado, viúva do piloto Danilo Santos Romano, que morreu na queda do avião em Vinhedo (SP), publicou vídeo, nesta sexta-feira (16), em homenagem ao marido sete dias depois da tragédia que matou 62 pessoas.

















