O crescimento da população idosa tem impulsionado a busca por serviços voltados à qualidade de vida, entre eles a fisioterapia pélvica. Dados do Censo Demográfico do IBGE apontam que o número de brasileiros com 65 anos ou mais aumentou 57,4% entre 2010 e 2022, tendência que também tem reflexos em Cuiabá.
A especialidade é indicada para o tratamento de disfunções do assoalho pélvico, como incontinência urinária, dores pélvicas crônicas e prolapsos. Também pode auxiliar na recuperação pós-parto e na reabilitação após cirurgias urológicas e ginecológicas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 10 milhões de brasileiros convivem com algum grau de incontinência urinária. A condição se torna mais frequente com o avanço da idade e pode afetar diretamente a rotina e a qualidade de vida dos pacientes.
Para a fisioterapeuta pélvica Karla Mercedes, o aumento do acesso à informação e os encaminhamentos realizados por diferentes especialidades médicas têm contribuído para que mais pessoas procurem avaliação. Segundo ela, sintomas como perda de urina, dores e desconfortos na região pélvica não devem ser considerados normais.
O tratamento é definido de forma individualizada, de acordo com as necessidades de cada paciente, e pode ajudar a evitar a evolução das disfunções e a necessidade de procedimentos mais invasivos. A especialista também destaca que romper o tabu em torno da saúde pélvica é um dos principais desafios.
Com mais informação e diagnóstico precoce, a fisioterapia pélvica tem ganhado espaço como alternativa de tratamento e prevenção para diferentes públicos, especialmente entre idosos.












