Mato Grosso reafirma, mais uma vez, sua posição de destaque no cenário agrícola brasileiro. Na safra 2025/26, o estado mantém a liderança nacional na produção de algodão em pluma, soja e milho, sequências que se estendem por até 29 anos consecutivos, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A projeção é de uma colheita total de aproximadamente 111,3 milhões de toneladas, em uma área cultivada de 22,76 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 2,1% em relação à temporada anterior.
Atualmente, Mato Grosso responde por cerca de 31% de toda a produção nacional de grãos, consolidando-se como o principal polo agrícola do país. A soja, principal cultura do estado, registrou o melhor resultado de sua história na safra atual: 51,6 milhões de toneladas, superando as 51,3 milhões do ciclo passado e marcando um avanço de 0,6%. É a 26ª safra consecutiva em que o estado ocupa o topo do ranking nacional da oleaginosa.
No algodão, a hegemonia mato-grossense é ainda mais longeva. O estado lidera a produção de pluma desde a safra 1997/98, somando 29 anos ininterruptos à frente do setor.
Já no milho, a posição de primeiro colocado é mantida há 14 safras consecutivas, desde 2012/13. Ambas as colheitas seguem em andamento, mas os números já confirmam a continuidade dessa trajetória vitoriosa.
Especialistas atribuem a permanência do estado no topo não apenas às condições naturais favoráveis, mas também a um conjunto de políticas públicas estruturadas. Entre elas, destaca-se o Proalmat, programa de incentivo fiscal voltado à cadeia do algodão, que contribuiu para a melhoria da qualidade da pluma e para a criação de um ambiente mais seguro e competitivo para investimentos no setor.
Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, os resultados expressam uma trajetória construída com planejamento e parceria entre o poder público e o setor produtivo.
“Liderar por tantas safras consecutivas é reflexo de um ambiente produtivo consolidado, com infraestrutura, crédito, incentivos fiscais e condições que permitem ao produtor planejar e crescer. Esses números mostram a confiança de quem produz e o compromisso do estado em sustentar esse protagonismo”, afirmou.












