Polícia Civil realiza 434 operações e prende mais de 1,3 mil suspeitos em Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou 434 operações policiais entre janeiro e outubro deste ano, resultando na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes. O balanço representa uma média de 43 operações por mês e demonstra a intensificação das ações de combate à criminalidade em todo o Estado.

O interior de Mato Grosso concentrou o maior número de operações, com 253 ações realizadas pelas Delegacias Regionais. Outras 119 operações foram conduzidas por unidades da Diretoria de Atividades Especiais, enquanto a Diretoria Metropolitana foi responsável por 61 ações. Os trabalhos tiveram apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais.

As operações tiveram como foco o enfrentamento de diferentes modalidades criminosas, incluindo atuação de facções, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários e ambientais. No mesmo período, a instituição também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou aproximadamente 22 mil prisões em flagrante no Estado.

Segundo a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, os resultados são consequência de um trabalho investigativo que envolve coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico antes da execução das operações. Ela destacou que a preparação técnica permite coordenar as equipes e garantir maior eficiência no cumprimento dos objetivos de cada investigação.

O reforço no efetivo também contribuiu para ampliar a capacidade operacional da instituição. Em abril, foram incorporados 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. O mês registrou o maior número de operações do ano, com 60 ações deflagradas. Entre 2019 e 2025, outros 381 profissionais foram nomeados para integrar a Polícia Civil.

Desde o início de 2026, a instituição também desenvolve a Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, com foco no combate às facções criminosas. O nome, derivado do latim e que significa farol, simboliza a presença do Estado e o direcionamento das ações de investigação e repressão às organizações criminosas.

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