Ministério da Saúde suspende vacina contra dengue em caráter preventivo; Cuiabá reforça orientações

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O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacinação com o imunizante Butantan-DV contra a dengue. A medida, de caráter preventivo, foi adotada para aprofundar a investigação de eventos adversos raros identificados durante o monitoramento pós-vacinação.

A decisão foi tomada em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após o registro de 42 casos com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Desses, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos. Até o momento, não há comprovação de relação causal entre os casos e a vacina.

A estratégia de vacinação com a Butantan-DV vinha sendo aplicada em municípios selecionados pelo Ministério da Saúde e não faz parte da campanha atualmente realizada em Cuiabá. Mesmo assim, a Secretaria Municipal de Saúde da capital mato-grossense acompanha as orientações dos órgãos federais e mantém vigilância permanente sobre os casos suspeitos da doença.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a medida demonstra o compromisso das autoridades sanitárias com a segurança da população. “Todo novo imunizante passa por um processo contínuo de monitoramento após sua introdução. A suspensão temporária permite uma análise mais aprofundada dos casos registrados, garantindo transparência e segurança em todas as etapas”, afirmou.

O Ministério da Saúde orienta que as pessoas imunizadas observem seu estado de saúde por até 21 dias após a aplicação. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou sonolência excessiva, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. As unidades de saúde de Cuiabá permanecem preparadas para atender pacientes com sintomas suspeitos de dengue.

Apesar da suspensão temporária da vacina, o Ministério da Saúde mantém todas as demais ações de enfrentamento à dengue, como vigilância epidemiológica, eliminação de criadouros do Aedes aegypti e campanhas educativas. Dados da pasta apontam queda expressiva da doença em 2026: até maio, foram registrados cerca de 365 mil casos prováveis no país, número 94% menor que no mesmo período de 2025, com redução de 97% nos óbitos.

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