A Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), deflagrou na manhã desta quinta-feira (2) a Operação Encômio, voltada à repressão de crimes relacionados à apologia ao nazismo no estado. A operação cumpriu mandado de busca e apreensão, além de autorização para acesso a dados telemáticos de um suspeito residente em Várzea Grande.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio da Gerência de Inteligência Cibernética da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil. As apurações tiveram início após a Abin alertar sobre atividades digitais com conteúdo extremista e neonazista ocorrendo em território mato-grossense.
Com base nas informações repassadas, a DRCI identificou o suspeito, seu endereço e coletou indícios de participação ativa em grupos com ideologias extremistas, principalmente por meio de aplicativos de mensagens.
Diante das evidências, foi solicitada à 2ª Vara Criminal de Várzea Grande a expedição de mandado de busca e apreensão domiciliar e pessoal, com autorização para acessar dispositivos eletrônicos e armazenamento em nuvem — medidas que foram autorizadas pela Justiça.
O delegado Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, responsável pela DRCI, destacou a importância da atuação conjunta no enfrentamento a crimes de ódio. Segundo ele, a cooperação entre a Polícia Civil e a Abin reforça o comprometimento das instituições com a defesa da democracia e da ordem pública.
Felipe Midon, superintendente da Abin em Mato Grosso, também comentou a operação, ressaltando que indivíduos radicalizados, como os ligados ao neonazismo, muitas vezes tentam recrutar outros e passam a demonstrar disposição para atos de violência motivados por essa ideologia. Ele enfatizou que o trabalho de Inteligência é necessariamente colaborativo e preventivo, buscando evitar ameaças à segurança da sociedade.
A Polícia Civil lembra que a divulgação de símbolos, discursos ou qualquer forma de exaltação ao nazismo é crime, conforme previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989. Denúncias anônimas podem ser feitas por meio do telefone 197.











