A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a Operação Fracta, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa que atua na cidade de Peixoto de Azevedo e adjacências. As investigações apontam que o grupo está envolvido em execuções, planejamentos de homicídios e disputa por território na região. Ao todo, são cumpridas 24 ordens judiciais expedidas pela Segunda Vara da Comarca local, sendo 16 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva.
As diligências ocorrem simultaneamente em Peixoto de Azevedo, Alto Garças, Várzea Grande e Rio Branco (AC). Os trabalhos são conduzidos pela Delegacia de Peixoto de Azevedo, com o apoio das Delegacias Regionais de Alta Floresta e Sinop, além da Polícia Civil do Acre. Segundo as apurações, a organização criminosa mantinha uma estrutura dedicada a levantar informações sobre alvos da facção rival, como endereços, fotos e dados pessoais, além de reunir veículos e armamentos para a prática de crimes.
As informações coletadas eram repassadas a outros integrantes do grupo, identificados pelos investigadores como “mercenários”, que se tornavam os responsáveis diretos pelos homicídios. O delegado Thiago Barros, responsável pelo inquérito, afirmou que os investigados estão ligados a pelo menos duas tentativas de assassinato ocorridas em maio e junho de 2025, ambas na região. As vítimas, dois jovens de 19 e 20 anos, eram integrantes de uma facção rival e foram atingidas por disparos de arma de fogo.
O nome da operação, “Fracta”, tem origem no latim e pode ser traduzido como “quebrada”. A escolha do termo faz referência a um diálogo interceptado entre os investigados, no qual a expressão “engrenagem não para” era usada como metáfora para indicar a continuidade incessante do processo criminoso, ligado diretamente aos homicídios cometidos pelo grupo. O delegado destacou que a ação busca restabelecer a tranquilidade na cidade e na região por meio da prisão dos integrantes e da apreensão de materiais ilícitos.
A Operação Fracta integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, no âmbito da Operação Pharus, que faz parte do Programa Tolerância Zero voltado ao enfrentamento de facções criminosas em todo o estado. As atividades também estão alinhadas ao cronograma da Operação Nacional da Renorcim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio da Senasp e sua Diopi, promovendo uma resposta unificada contra o crime organizado em todo o país.











