A delegada Jannira Laranjeira apontou falhas graves no sistema institucional que deveria proteger vítimas de assédio sexual e punir rapidamente os responsáveis. Em um comentário no Instagram, ela criticou a decisão do governador Mauro Mendes de aplicar apenas 15 dias de prisão administrativa ao tenente-coronel Joel Outo Matos, acusado de exigir sexo para não expulsar mulheres da Polícia Militar de Mato Grosso. A sanção foi imposta seis anos após as denúncias de assédio, que ocorreram entre 2016 e 2018, e só concluída em 2024, conforme o Diário Oficial.
Para a delegada, a demora no processo é uma demonstração de ineficiência e negligência institucional, que perpetua o sofrimento das vítimas e transmite uma mensagem de impunidade quando o agressor é uma figura de autoridade. Jannira destacou que, durante o período das investigações, o oficial foi promovido e chegou à reforma, o que agravou ainda mais o sentimento de injustiça. Em sua opinião, a punição de apenas 15 dias é desproporcional à gravidade dos crimes cometidos e reforça a necessidade urgente de revisão das políticas internas da Polícia Militar para lidar com casos de abuso de poder e assédio sexual.
Laranjeira defendeu que o sistema deve oferecer respostas rápidas e justas, acolhendo as vítimas e evitando que processos se arrastem por anos, permitindo que agressores permaneçam em posições de poder. Ela concluiu afirmando que é necessário avançar na luta contra o assédio sexual, especialmente em ambientes hierárquicos, onde o poder pode ser usado para intimidar e coagir, e que as punições simbólicas não são suficientes para combater esse tipo de abuso.











